
Além disso, há evidências de que a microbiota intestinal muda, se adapta e altera a eficiência metabólica depois da cirurgia.
Ambas são doenças inflamatórias que podem acometer o intestino por um longo período. Não se sabe ainda ao certo como elas surgem, no entanto, sabe-se que o modo como elas são desenvolvidas é muito semelhante.
A doença de Crohn pode apresentar lesão em qualquer parte do tubo digestivo (da boca ao ânus), porém há um maior acometimento do final do intestino delgado (íleo terminal) e o início do intestino grosso (cólon ascendente). Outra característica da dessa doença é que ela acomete todas as camadas da parede do tubo digestivo, podendo acarretar algumas complicações.
A retocolite ulcerativa inespecífica acomete somente o reto e o cólon (intestino grosso) preservando o ânus e o intestino delgado. Ao contrário da DC, a RCUI acomete somente a camada mais interna do intestino (mucosa).
A freqüência com que essas doenças se apresentam varia muito com a localização geográfica, mas existem casos descritos no mundo todo.
Estatisticamente, a população mais acometida é a raça branca do norte da América e da Europa. Em relação a idade, há uma preferência por pessoas entre 15 e 30 anos. No entanto, existe um outro pico da doença que é por volta dos 60 anos de idade.
Quanto a freqüência das doenças, a RCUI é a mais freqüente e acomete mais homens. Por outro lado, a DC pode acometer um pouco mais as mulheres.
Para que se possa fazer o diagnóstico dessas doenças, é muito importante obter uma história clínica detalhada do paciente, um bom exame físico e solicitar alguns exames complementares, como exames de sangue, raio-x contrastado, endoscopia, colonoscopia e biópsias com exame anatomopatológico (microscópico). Em suma, o diagnóstico é baseado nos aspectos clínicos, endoscópicos e na análise microscópica.
Sem dúvida alguma, a colonoscopia é o instrumento mais importante no diagnóstico, pois através dela pode-se visualizar diretamente as lesões que acometem o intestino, sua localização, o grau de inflamação e, por fim, realizar biópsias para o exame microscópico.
Essas doenças apresentam achados endoscópicos (colonoscópicos) muito característicos. No entanto, em algumas situações há certa dificuldade em diferenciar uma da outra, confundindo o diagnóstico.
Sim. Os processos inflamatórios são fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de intestino grosso e reto (colorretal), principalmente nos pacientes que apresentam tais doenças por um longo período. A colonoscopia é o exame de escolha na investigação e prevenção do câncer colorretal.
Sim. Após um período do inicio dos sintomas, do diagnóstico e do tratamento, há necessidade de se realizar o acompanhamento colonoscópico, devido ao risco do desenvolvimento do câncer colorretal, conforme descrito acima.
O inicio do acompanhamento deve ser individualizado, analisando-se os sintomas, a localização da doença e o tempo de sua existência.
Deve-se realizar colonoscopia fora do período de acompanhamento em casos específicos, indicada pelo médico assistente.

Além disso, há evidências de que a microbiota intestinal muda, se adapta e altera a eficiência metabólica depois da cirurgia.

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