Durante uma conversa no episódio sobre “Reganho de peso pós-bariátrica”, a Dra. Anna Carolina Hoff destacou um ponto fundamental que muitas vezes é negligenciado: o impacto emocional na alimentação do paciente com obesidade.
Enquanto três especialistas debatiam o tema no estúdio, ficou claro que o reganho de peso não é apenas uma questão anatômica ou metabólica — ele está profundamente ligado ao comportamento, à forma como cada pessoa lida com as emoções e às respostas que desenvolveu ao longo da vida.
Vamos entender por quê. 👇
💭 1. Pacientes com obesidade frequentemente “comem as emoções”
Segundo a Dra. Anna Carolina, existe uma diferença marcante entre pacientes com obesidade e aqueles que nunca tiveram dificuldade com peso.
Muitas pessoas usam a comida como:
alívio
conforto
forma de amenizar dor emocional
válvula de escape para momentos difíceis
E como todos nós enfrentamos lutos, separações, perdas, conflitos familiares, estresse e ansiedade, quem tem uma relação emocional com a comida tende a sofrer mais nesses períodos.
O risco? ➡️ Voltar a padrões antigos de alimentação após a cirurgia.
🍬 2. Quando o emocional domina, surgem comportamentos que levam ao reganho
A falta de controle emocional pode levar à retomada de hábitos prejudiciais como:
consumo excessivo de doces
beliscar compulsivo
comer sem fome
descontar tensões diárias na comida
aumento do uso de álcool
Esses comportamentos são silenciosos, progressivos e muitas vezes só percebidos quando o peso começa a subir novamente.
🧠 3. O papel do acolhimento e da conversa no pós-bariátrica
A Dra. Anna Carolina explica que, diante desses casos, a primeira abordagem é sempre conversar:
entender o que o paciente está vivendo
identificar gatilhos emocionais
diferenciar fome real de fome emocional
reforçar o suporte psicológico
avaliar rotina, sono, estresse e relações pessoais
O objetivo é compreender o que está por trás do comportamento alimentar — porque sem tratar a causa, o sintoma volta.
🔄 4. Cirurgia não cura emoção — por isso o acompanhamento é contínuo
O paciente pode ter perdido peso, respirado melhor, caminhado melhor e vivido grandes transformações… Mas, se as emoções não forem trabalhadas, ele pode retornar aos velhos padrões.
A cirurgia bariátrica transforma o estômago. Mas quem transforma a cabeça é o acompanhamento contínuo.
Por isso, equipe multidisciplinar é essencial:
psicologia
nutrição
endoscopia
acompanhamento clínico
suporte educacional
🌟 Conclusão
O reganho de peso não é fracasso. É um sinal. Um pedido de ajuda do corpo e da mente.
Entender o emocional, acolher o paciente e oferecer o suporte adequado fazem toda a diferença na manutenção dos resultados da bariátrica.
https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2025/09/CAPABLOG.jpg464800sala88https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2021/02/SKOPE-LOGO-PNG-01-01-1-300x122.pngsala882025-11-27 15:13:142025-11-27 15:13:14Comer as Emoções: Por Que Isso Impacta Tanto o Reganho de Peso Pós-Bariátrica?
O reganho de peso após a bariátrica é um assunto complexo — e a solução nunca é única. Leia mais
https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2025/09/CAPABLOG.jpg464800sala88https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2021/02/SKOPE-LOGO-PNG-01-01-1-300x122.pngsala882025-11-27 15:09:322025-11-27 15:10:12Recidiva de Peso e Microbiota: Por Que Entender Cada Paciente é Essencial no Pós-Bariátrica?
A relação entre emoções e alimentação é um tema central no tratamento da obesidade — especialmente quando falamos de reganho de peso após a bariátrica. Embora qualquer pessoa possa viver momentos de estresse, tristeza, perda ou ansiedade, muitos pacientes com obesidade apresentam um padrão diferente: eles tendem a comer suas emoções.
A seguir, você entende por que isso acontece, como isso impacta os resultados e quais pontos precisam ser observados no acompanhamento multidisciplinar.
🧠 1. Comer as emoções: o que isso significa?
Um paciente que nunca teve problemas com peso normalmente consegue separar sentimentos de hábitos alimentares. Já o paciente portador de obesidade, segundo explica a Dra. Anna Carolina Hoff, muitas vezes encontra no alimento uma forma de:
alívio emocional
conforto imediato
compensação durante momentos difíceis
Lutos, separações, estresse no trabalho, filhos saindo de casa… todos nós enfrentamos essas situações. A diferença está na forma de lidar com elas.
Para muitos pacientes obesos, a comida se torna um mecanismo automático de anestesia emocional — especialmente alimentos densamente calóricos, doces e refeições de fácil gratificação.
🍫 2. Por que o caminho de volta aos hábitos ruins acontece?
Mesmo após tratamento, cirurgia e acompanhamento, pode ocorrer o chamado beliscar compulsivo, abuso de doces ou até aumento no consumo de álcool. Isso não é “falta de vergonha” ou “falta de força de vontade”: ➡️ É um comportamento profundamente ligado à relação emocional com a comida.
E é aí que o paciente, frente a uma emoção difícil, retorna ao único padrão que o cérebro reconhece como capaz de gerar alívio rápido: comer.
👩⚕️ 3. Por que a conversa com o médico é fundamental?
A Dra. Anna Carolina destaca que sempre inicia discutindo esse ponto com seus pacientes. Não basta avaliar peso, histórico ou número de cirurgias. É preciso entender:
como o paciente lida com emoções
o que dispara o impulso alimentar
quais gatilhos emocionais estão ativos
como está a adesão à equipe multidisciplinar
O emagrecimento é um processo biopsicossocial, e não apenas calórico.
🧩 4. Comer as emoções não é culpa, é sintoma
O maior erro é atribuir culpa ao paciente. A obesidade é uma doença crônica e progressiva, e entender suas raízes comportamentais e emocionais é fundamental para:
evitar recaídas
enfrentar o reganho de peso
manter resultados a longo prazo
fortalecer o paciente emocionalmente
Reconhecer isso não é fraqueza — é parte do tratamento.
🌟 Conclusão
Pacientes com obesidade geralmente têm uma relação emocional muito forte com a comida, o que torna desafios emocionais situações de alto risco para recaída alimentar. Por isso, o cuidado contínuo, acolhedor e multidisciplinar é essencial para garantir não apenas perda de peso, mas qualidade de vida real e duradoura.
https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2025/09/CAPABLOG.jpg464800sala88https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2021/02/SKOPE-LOGO-PNG-01-01-1-300x122.pngsala882025-11-27 15:02:212025-11-27 15:02:21Comer as Emoções: Por Que Pacientes com Obesidade Sofrem Mais com a Alimentação Emocional?
Durante uma conversa profunda no DrauzioCast, a Dra. Anna Carolina Hoff explica um dos pontos mais sensíveis no tratamento da obesidade: Leia mais
https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2025/09/CAPABLOG.jpg464800sala88https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2021/02/SKOPE-LOGO-PNG-01-01-1-300x122.pngsala882025-11-27 13:46:472025-11-27 13:46:47Emoções, comida e reganho de peso: a visão da Dra. Anna Carolina Hoff
Durante a conversa no DrauzioCast, a Dra. Anna Carolina Hoff e outros especialistas discutem um ponto crucial no tratamento da obesidade: 👉 Por que o paciente volta a beliscar e procurar alimentos densamente calóricos, mesmo sabendo o que deveria fazer?
Em meio ao estúdio, microfones e profissionais experientes, surge uma reflexão profunda sobre comportamento, adesão e bom senso clínico.
🔁 A volta aos alimentos calóricos: não é falta de conhecimento
A Dra. Anna explica que o paciente já sabe a base alimentar correta. Ele recebeu orientação, acompanhou nutricionista, discutiu com a equipe multidisciplinar e entende o que deve ser mantido para o resto da vida.
Então, por que volta a beliscar?
👉 Porque o comportamento alimentar é complexo 👉 Porque a obesidade é crônica e progressiva 👉 Porque fatores emocionais, hormonais e biológicos influenciam 👉 Porque o ambiente alimentar é altamente obesogênico
Ou seja: não é desconhecimento — é dificuldade real de controle.
🧠 A importância do bom senso médico
A Dra. Anna reforça um ponto essencial:
“Vai do bom senso do médico que está atendendo.”
Isso significa que o profissional não deve:
❌ Encarar o paciente como culpado ❌ Simplificar o problema ❌ Usar frases como “já fez dois tratamentos, é suficiente”
Cada caso merece olhar individualizado — e isso muda tudo.
📊 Avaliar a história do paciente é fundamental
A fala destaca dois cenários totalmente diferentes:
✔️ 1. Paciente que fez o tratamento e teve ótima resposta
Emagreceu
Adesão excelente
Evolução positiva
Esse paciente merece novas oportunidades se houver recidiva.
✔️ 2. Paciente que não teve boa resposta porque não aderiu à equipe multidisciplinar
Não cumpriu o plano alimentar
Não seguiu o acompanhamento
Não participou das etapas emocionais ou comportamentais
Esse paciente precisa revisitar a base antes de um novo procedimento.
👥 A jornada não é linear — e precisa da equipe certa
Em um cenário com médicos, psicólogos, nutricionistas e psiquiatras trabalhando juntos, a recidiva deixa de ser vista como falha e passa a ser vista como:
✨ parte do processo ✨ uma oportunidade de reorganização ✨ um momento de acolhimento, não punição
A individualização do tratamento é a chave.
📌 Conclusão
A discussão conduzida pela Dra. Anna Carolina Hoff reforça que o retorno aos alimentos calóricos não é teimosia — é biologia, comportamento e contexto. E cabe à equipe médica usar bom senso, história clínica e personalização para decidir o melhor caminho.
Porque, no fim, cada paciente vive sua própria luta — e merece cuidado contínuo, sem julgamentos.
https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2025/09/CAPABLOG.jpg464800sala88https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2021/02/SKOPE-LOGO-PNG-01-01-1-300x122.pngsala882025-11-16 13:33:272025-11-16 13:33:27Por que alguns pacientes voltam a buscar alimentos calóricos? A visão da Dra. Anna Carolina Hoff
No trecho destacado do DrauzioCast, a Dra. Anna Carolina Hoff traz uma reflexão impactante:
Será que não estamos pensando de maneira errada quando o assunto é obesidade?
Entre closes da gravação, conversas técnicas e comentários esclarecedores, a Dra. Anna compara o modelo brasileiro ao de outros países — inclusive alguns considerados mais pobres — e expõe uma verdade desconfortável: o Brasil ainda não entendeu a obesidade como uma doença progressiva, crônica e que exige cuidado contínuo.
🇨🇴 Colômbia: SUS local cobre gastroplastia endoscópica
A Dra. Anna traz um exemplo que surpreende muitas pessoas:
👉 Na Colômbia, o sistema público já paga a gastroplastia endoscópica.
Esse procedimento é usado antes que o paciente precise de uma cirurgia bariátrica. Por quê?
✔️ Porque o país já entendeu que obesidade é progressiva ✔️ Tratar mais cedo evita agravamentos ✔️ A intervenção precoce reduz custos e complicações ✔️ Não adianta esperar a doença avançar para então agir
Esse simples fato coloca o Brasil atrás de um país com menos recursos, mas com mais visão de futuro.
🇺🇸 Estados Unidos: revisões endoscópicas já são cobertas
Outro ponto citado pela Dra. Anna mostra ainda mais contraste:
👉 Nos EUA, o TORI — procedimento endoscópico revisional — já é pago por alguns planos de saúde.
Isso só acontece porque:
🩺 A obesidade é vista como crônica 🩺 A recidiva faz parte do processo 🩺 O paciente precisa de suporte contínuo 🩺 Ajustes e revisões são etapas naturais do tratamento
Ou seja: lá, os sistemas entendem que uma cirurgia não resolve a obesidade para sempre.
🇧🇷 Brasil: “eu já paguei a bariátrica, o resto é com você”
A crítica central da Dra. Anna é clara:
Aqui, tanto o SUS quanto muitos planos pagam a bariátrica… e nada mais.
Quando o paciente volta a ganhar peso — algo comum e esperado — o sistema simplesmente declara:
❌ “Já paguei o que precisava.” ❌ “Você já teve sua solução.” ❌ “Agora não cubro mais nada.”
Mas como ela explica:
Isso não é uma solução. É uma solução infinita enquanto durou.
A bariátrica ajuda — mas não encerra o tratamento. A obesidade continua sendo uma doença ativa, progressiva e crônica.
🔄 A obesidade exige acompanhamento contínuo, não um único procedimento
A mensagem central da Dra. Anna é a mesma defendida pela medicina moderna:
A obesidade não tem cura, tem controle
A bariátrica não é o fim do tratamento
A recidiva do peso faz parte da natureza da doença
Cabe ao sistema oferecer estratégias contínuas: endoscópicas, multidisciplinares e revisões quando necessárias
Sem isso, o paciente fica sem suporte quando mais precisa.
📌 Conclusão
Enquanto países vizinhos e potências mundiais já adotaram uma visão moderna sobre a obesidade, o Brasil permanece preso ao modelo de intervenção única — insuficiente e injusto com quem luta contra uma doença crônica.
A fala da Dra. Anna deixa evidente: 👉 Precisamos evoluir. 👉 Precisamos acompanhar a ciência. 👉 Precisamos tratar a obesidade como ela é — uma doença progressiva que exige cuidado contínuo.
https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2025/09/CAPABLOG.jpg464800sala88https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2021/02/SKOPE-LOGO-PNG-01-01-1-300x122.pngsala882025-11-16 13:27:162025-11-16 13:27:16Tratamento da Obesidade: Por que o Brasil Precisa Mudar Sua Mentalidade?
https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2025/09/CAPABLOG.jpg464800sala88https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2021/02/SKOPE-LOGO-PNG-01-01-1-300x122.pngsala882025-11-14 09:47:522025-11-14 09:47:52Cirurgia Bariátrica no Futuro: Menos Invasão, Mais Resultado
Durante um episódio do “DrauzioCast”, a Dra. Anna Carolina Hoff compartilhou reflexões profundas sobre os verdadeiros objetivos da cirurgia bariátrica.
https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2025/09/CAPABLOG.jpg464800sala88https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2021/02/SKOPE-LOGO-PNG-01-01-1-300x122.pngsala882025-11-13 14:58:042025-11-13 14:58:04Cirurgia Bariátrica: Mais que Perda de Peso, um Caminho para Qualidade de Vida
Durante um episódio do podcast “DrauzioCast”, a Dra. Anna Carolina Hoff e outros especialistas discutiram, de forma didática e acessível, os principais tipos de cirurgia bariátrica.
https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2025/09/CAPABLOG.jpg464800sala88https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2021/02/SKOPE-LOGO-PNG-01-01-1-300x122.pngsala882025-11-13 14:42:122025-11-13 14:42:12Tipos de Cirurgia Bariátrica: Entenda o que é o Sleeve Gástrico
Durante a gravação do podcast “DrauzioCast”, a Dra. Anna Carolina Hoff compartilhou uma explicação detalhada sobre os mecanismos anatômicos e fisiológicos do bypass gástrico — uma das cirurgias mais realizadas no tratamento da obesidade.
https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2025/09/CAPABLOG.jpg464800sala88https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2021/02/SKOPE-LOGO-PNG-01-01-1-300x122.pngsala882025-11-13 14:34:372025-11-13 14:34:37Entendendo o bypass gástrico: o que acontece quando o estômago se dilata?
Comer as Emoções: Por Que Isso Impacta Tanto o Reganho de Peso Pós-Bariátrica?
Durante uma conversa no episódio sobre “Reganho de peso pós-bariátrica”, a Dra. Anna Carolina Hoff destacou um ponto fundamental que muitas vezes é negligenciado: o impacto emocional na alimentação do paciente com obesidade.
Enquanto três especialistas debatiam o tema no estúdio, ficou claro que o reganho de peso não é apenas uma questão anatômica ou metabólica — ele está profundamente ligado ao comportamento, à forma como cada pessoa lida com as emoções e às respostas que desenvolveu ao longo da vida.
Vamos entender por quê. 👇
💭 1. Pacientes com obesidade frequentemente “comem as emoções”
Segundo a Dra. Anna Carolina, existe uma diferença marcante entre pacientes com obesidade e aqueles que nunca tiveram dificuldade com peso.
Muitas pessoas usam a comida como:
alívio
conforto
forma de amenizar dor emocional
válvula de escape para momentos difíceis
E como todos nós enfrentamos lutos, separações, perdas, conflitos familiares, estresse e ansiedade, quem tem uma relação emocional com a comida tende a sofrer mais nesses períodos.
O risco?
➡️ Voltar a padrões antigos de alimentação após a cirurgia.
🍬 2. Quando o emocional domina, surgem comportamentos que levam ao reganho
A falta de controle emocional pode levar à retomada de hábitos prejudiciais como:
consumo excessivo de doces
beliscar compulsivo
comer sem fome
descontar tensões diárias na comida
aumento do uso de álcool
Esses comportamentos são silenciosos, progressivos e muitas vezes só percebidos quando o peso começa a subir novamente.
🧠 3. O papel do acolhimento e da conversa no pós-bariátrica
A Dra. Anna Carolina explica que, diante desses casos, a primeira abordagem é sempre conversar:
entender o que o paciente está vivendo
identificar gatilhos emocionais
diferenciar fome real de fome emocional
reforçar o suporte psicológico
avaliar rotina, sono, estresse e relações pessoais
O objetivo é compreender o que está por trás do comportamento alimentar — porque sem tratar a causa, o sintoma volta.
🔄 4. Cirurgia não cura emoção — por isso o acompanhamento é contínuo
O paciente pode ter perdido peso, respirado melhor, caminhado melhor e vivido grandes transformações…
Mas, se as emoções não forem trabalhadas, ele pode retornar aos velhos padrões.
A cirurgia bariátrica transforma o estômago.
Mas quem transforma a cabeça é o acompanhamento contínuo.
Por isso, equipe multidisciplinar é essencial:
psicologia
nutrição
endoscopia
acompanhamento clínico
suporte educacional
🌟 Conclusão
O reganho de peso não é fracasso.
É um sinal.
Um pedido de ajuda do corpo e da mente.
Entender o emocional, acolher o paciente e oferecer o suporte adequado fazem toda a diferença na manutenção dos resultados da bariátrica.
Recidiva de Peso e Microbiota: Por Que Entender Cada Paciente é Essencial no Pós-Bariátrica?
O reganho de peso após a bariátrica é um assunto complexo — e a solução nunca é única. Leia mais
Comer as Emoções: Por Que Pacientes com Obesidade Sofrem Mais com a Alimentação Emocional?
A relação entre emoções e alimentação é um tema central no tratamento da obesidade — especialmente quando falamos de reganho de peso após a bariátrica. Embora qualquer pessoa possa viver momentos de estresse, tristeza, perda ou ansiedade, muitos pacientes com obesidade apresentam um padrão diferente: eles tendem a comer suas emoções.
A seguir, você entende por que isso acontece, como isso impacta os resultados e quais pontos precisam ser observados no acompanhamento multidisciplinar.
🧠 1. Comer as emoções: o que isso significa?
Um paciente que nunca teve problemas com peso normalmente consegue separar sentimentos de hábitos alimentares. Já o paciente portador de obesidade, segundo explica a Dra. Anna Carolina Hoff, muitas vezes encontra no alimento uma forma de:
alívio emocional
conforto imediato
compensação durante momentos difíceis
Lutos, separações, estresse no trabalho, filhos saindo de casa… todos nós enfrentamos essas situações.
A diferença está na forma de lidar com elas.
Para muitos pacientes obesos, a comida se torna um mecanismo automático de anestesia emocional — especialmente alimentos densamente calóricos, doces e refeições de fácil gratificação.
🍫 2. Por que o caminho de volta aos hábitos ruins acontece?
Mesmo após tratamento, cirurgia e acompanhamento, pode ocorrer o chamado beliscar compulsivo, abuso de doces ou até aumento no consumo de álcool.
Isso não é “falta de vergonha” ou “falta de força de vontade”:
➡️ É um comportamento profundamente ligado à relação emocional com a comida.
E é aí que o paciente, frente a uma emoção difícil, retorna ao único padrão que o cérebro reconhece como capaz de gerar alívio rápido: comer.
👩⚕️ 3. Por que a conversa com o médico é fundamental?
A Dra. Anna Carolina destaca que sempre inicia discutindo esse ponto com seus pacientes.
Não basta avaliar peso, histórico ou número de cirurgias.
É preciso entender:
como o paciente lida com emoções
o que dispara o impulso alimentar
quais gatilhos emocionais estão ativos
como está a adesão à equipe multidisciplinar
O emagrecimento é um processo biopsicossocial, e não apenas calórico.
🧩 4. Comer as emoções não é culpa, é sintoma
O maior erro é atribuir culpa ao paciente.
A obesidade é uma doença crônica e progressiva, e entender suas raízes comportamentais e emocionais é fundamental para:
evitar recaídas
enfrentar o reganho de peso
manter resultados a longo prazo
fortalecer o paciente emocionalmente
Reconhecer isso não é fraqueza — é parte do tratamento.
🌟 Conclusão
Pacientes com obesidade geralmente têm uma relação emocional muito forte com a comida, o que torna desafios emocionais situações de alto risco para recaída alimentar.
Por isso, o cuidado contínuo, acolhedor e multidisciplinar é essencial para garantir não apenas perda de peso, mas qualidade de vida real e duradoura.
Emoções, comida e reganho de peso: a visão da Dra. Anna Carolina Hoff
Durante uma conversa profunda no DrauzioCast, a Dra. Anna Carolina Hoff explica um dos pontos mais sensíveis no tratamento da obesidade: Leia mais
Por que alguns pacientes voltam a buscar alimentos calóricos? A visão da Dra. Anna Carolina Hoff
Durante a conversa no DrauzioCast, a Dra. Anna Carolina Hoff e outros especialistas discutem um ponto crucial no tratamento da obesidade:
👉 Por que o paciente volta a beliscar e procurar alimentos densamente calóricos, mesmo sabendo o que deveria fazer?
Em meio ao estúdio, microfones e profissionais experientes, surge uma reflexão profunda sobre comportamento, adesão e bom senso clínico.
🔁 A volta aos alimentos calóricos: não é falta de conhecimento
A Dra. Anna explica que o paciente já sabe a base alimentar correta.
Ele recebeu orientação, acompanhou nutricionista, discutiu com a equipe multidisciplinar e entende o que deve ser mantido para o resto da vida.
Então, por que volta a beliscar?
👉 Porque o comportamento alimentar é complexo
👉 Porque a obesidade é crônica e progressiva
👉 Porque fatores emocionais, hormonais e biológicos influenciam
👉 Porque o ambiente alimentar é altamente obesogênico
Ou seja: não é desconhecimento — é dificuldade real de controle.
🧠 A importância do bom senso médico
A Dra. Anna reforça um ponto essencial:
Isso significa que o profissional não deve:
❌ Encarar o paciente como culpado
❌ Simplificar o problema
❌ Usar frases como “já fez dois tratamentos, é suficiente”
Cada caso merece olhar individualizado — e isso muda tudo.
📊 Avaliar a história do paciente é fundamental
A fala destaca dois cenários totalmente diferentes:
✔️ 1. Paciente que fez o tratamento e teve ótima resposta
Emagreceu
Adesão excelente
Evolução positiva
Esse paciente merece novas oportunidades se houver recidiva.
✔️ 2. Paciente que não teve boa resposta porque não aderiu à equipe multidisciplinar
Não cumpriu o plano alimentar
Não seguiu o acompanhamento
Não participou das etapas emocionais ou comportamentais
Esse paciente precisa revisitar a base antes de um novo procedimento.
👥 A jornada não é linear — e precisa da equipe certa
Em um cenário com médicos, psicólogos, nutricionistas e psiquiatras trabalhando juntos, a recidiva deixa de ser vista como falha e passa a ser vista como:
✨ parte do processo
✨ uma oportunidade de reorganização
✨ um momento de acolhimento, não punição
A individualização do tratamento é a chave.
📌 Conclusão
A discussão conduzida pela Dra. Anna Carolina Hoff reforça que o retorno aos alimentos calóricos não é teimosia — é biologia, comportamento e contexto.
E cabe à equipe médica usar bom senso, história clínica e personalização para decidir o melhor caminho.
Porque, no fim, cada paciente vive sua própria luta — e merece cuidado contínuo, sem julgamentos.
Tratamento da Obesidade: Por que o Brasil Precisa Mudar Sua Mentalidade?
No trecho destacado do DrauzioCast, a Dra. Anna Carolina Hoff traz uma reflexão impactante:
Entre closes da gravação, conversas técnicas e comentários esclarecedores, a Dra. Anna compara o modelo brasileiro ao de outros países — inclusive alguns considerados mais pobres — e expõe uma verdade desconfortável: o Brasil ainda não entendeu a obesidade como uma doença progressiva, crônica e que exige cuidado contínuo.
🇨🇴 Colômbia: SUS local cobre gastroplastia endoscópica
A Dra. Anna traz um exemplo que surpreende muitas pessoas:
👉 Na Colômbia, o sistema público já paga a gastroplastia endoscópica.
Esse procedimento é usado antes que o paciente precise de uma cirurgia bariátrica.
Por quê?
✔️ Porque o país já entendeu que obesidade é progressiva
✔️ Tratar mais cedo evita agravamentos
✔️ A intervenção precoce reduz custos e complicações
✔️ Não adianta esperar a doença avançar para então agir
Esse simples fato coloca o Brasil atrás de um país com menos recursos, mas com mais visão de futuro.
🇺🇸 Estados Unidos: revisões endoscópicas já são cobertas
Outro ponto citado pela Dra. Anna mostra ainda mais contraste:
👉 Nos EUA, o TORI — procedimento endoscópico revisional — já é pago por alguns planos de saúde.
Isso só acontece porque:
🩺 A obesidade é vista como crônica
🩺 A recidiva faz parte do processo
🩺 O paciente precisa de suporte contínuo
🩺 Ajustes e revisões são etapas naturais do tratamento
Ou seja: lá, os sistemas entendem que uma cirurgia não resolve a obesidade para sempre.
🇧🇷 Brasil: “eu já paguei a bariátrica, o resto é com você”
A crítica central da Dra. Anna é clara:
Quando o paciente volta a ganhar peso — algo comum e esperado — o sistema simplesmente declara:
❌ “Já paguei o que precisava.”
❌ “Você já teve sua solução.”
❌ “Agora não cubro mais nada.”
Mas como ela explica:
A bariátrica ajuda — mas não encerra o tratamento.
A obesidade continua sendo uma doença ativa, progressiva e crônica.
🔄 A obesidade exige acompanhamento contínuo, não um único procedimento
A mensagem central da Dra. Anna é a mesma defendida pela medicina moderna:
A obesidade não tem cura, tem controle
A bariátrica não é o fim do tratamento
A recidiva do peso faz parte da natureza da doença
Cabe ao sistema oferecer estratégias contínuas: endoscópicas, multidisciplinares e revisões quando necessárias
Sem isso, o paciente fica sem suporte quando mais precisa.
📌 Conclusão
Enquanto países vizinhos e potências mundiais já adotaram uma visão moderna sobre a obesidade, o Brasil permanece preso ao modelo de intervenção única — insuficiente e injusto com quem luta contra uma doença crônica.
A fala da Dra. Anna deixa evidente:
👉 Precisamos evoluir.
👉 Precisamos acompanhar a ciência.
👉 Precisamos tratar a obesidade como ela é — uma doença progressiva que exige cuidado contínuo.
Cirurgia Bariátrica no Futuro: Menos Invasão, Mais Resultado
Durante mais um episódio do DrauzioCast, a Dra. Anna Carolina Hoff discutiu um tema essencial: o futuro
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Cirurgia Bariátrica: Mais que Perda de Peso, um Caminho para Qualidade de Vida
Durante um episódio do “DrauzioCast”, a Dra. Anna Carolina Hoff compartilhou reflexões profundas sobre os verdadeiros objetivos da cirurgia bariátrica.
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Tipos de Cirurgia Bariátrica: Entenda o que é o Sleeve Gástrico
Durante um episódio do podcast “DrauzioCast”, a Dra. Anna Carolina Hoff e outros especialistas discutiram, de forma didática e acessível, os principais tipos de cirurgia bariátrica.
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Entendendo o bypass gástrico: o que acontece quando o estômago se dilata?
Durante a gravação do podcast “DrauzioCast”, a Dra. Anna Carolina Hoff compartilhou uma explicação detalhada sobre os mecanismos anatômicos e fisiológicos do bypass gástrico — uma das cirurgias mais realizadas no tratamento da obesidade.
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