Cirurgia Bariátrica e Opções Endoscópicas: Por Que Nem Todo Paciente Elegível Escolhe Operar?
Durante a discussão, a Dra. Anna Carolina Hoff levantou um ponto essencial sobre o tratamento da obesidade: nem sempre o paciente elegível deseja realizar a cirurgia bariátrica, e isso abriu caminho para novas abordagens menos invasivas e igualmente eficazes.
Com as novas diretrizes de IMC — recentemente retificadas — muitos pacientes passaram a se enquadrar como candidatos ao procedimento. Ainda assim, existe um grande número de pessoas que não desejam passar por uma operação, mesmo sendo elegíveis.
E é justamente aqui que a medicina moderna avança.
📊 1. Muitos elegíveis, poucos operados
Mesmo no Brasil e no mundo, continua existindo um problema importante:
➡️ A maioria dos pacientes elegíveis não realiza a cirurgia bariátrica.
Isso pode acontecer por motivos como:
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Medo da cirurgia
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Falta de acesso
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Estigma em relação ao procedimento
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Desinformação
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Dificuldade em entender que obesidade é doença crônica
E mesmo aqueles com IMC dentro do novo critério — agora atualizado — nem sempre se sentem confortáveis para operar.
🔍 2. Quando o paciente é elegível, mas não quer operar
A Dra. Anna destaca algo muito comum na prática clínica:
“O paciente é elegível, mas não deseja a cirurgia.”
Nesse cenário, é essencial que o tratamento respeite:
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autonomia do paciente
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individualidade
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preferências pessoais
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histórico clínico
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aspectos emocionais e comportamentais
A obesidade não é apenas número na balança — é uma doença complexa, e o tratamento precisa ser igualmente personalizado.
🌐 3. A resposta da IFSO e da medicina moderna
A IFSO (Sociedade Internacional de Cirurgia Metabólica e Bariátrica) reconheceu essa necessidade e ampliou oficialmente as possibilidades de tratamento endoscópico.
Hoje, procedimentos endoscópicos são aceitos para:
✔️ Obesidade Grau I
IMC entre 30 e 34,9
✔️ Obesidade Grau II
IMC entre 35 e 39,9
✔️ Obesidade Grau III
(IMC ≥ 40) – quando o paciente prefere uma alternativa menos invasiva
Esses tratamentos incluem técnicas como:
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Gastroplastia endoscópica
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Endossutura
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Revisional endoscópica
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Métodos de redução do estômago sem cortes
Ou seja, a medicina abriu novas portas para oferecer segurança, personalização e respeito à escolha do paciente.
🧠 4. Por que essas opções importam tanto?
Porque hoje entendemos que:
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🍽️ A obesidade é uma doença progressiva e crônica
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🧬 O corpo tem mecanismos biológicos que defendem o peso anterior
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🧠 O emocional influencia intensamente os hábitos alimentares
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🩺 O tratamento precisa ser contínuo, global e multidisciplinar
E mais importante:
➡️ Nem todo paciente precisa — ou quer — passar por uma cirurgia para ter bons resultados.
🌟 Conclusão
As novas diretrizes reforçam um ponto fundamental: o foco deve estar sempre em oferecer ao paciente alternativas seguras, eficazes e ajustadas à sua realidade.
Com a evolução das técnicas endoscópicas, a medicina amplia o acesso e respeita a escolha individual, garantindo que cada pessoa encontre o melhor caminho para tratar a obesidade — seja cirúrgico ou não.



