A conversa com a Dra. Anna Carolina Hoff no DrauzioCast trouxe à mesa um tema que impacta milhares de pacientes no Brasil: o reganho de peso após a cirurgia bariátrica. Com três especialistas reunidos, o debate percorreu desde aspectos metabólicos até a realidade do SUS, mostrando que a obesidade é uma doença crônica, progressiva e multifatorial — e que o cuidado não termina com a cirurgia.
Neste artigo, reunimos os principais pontos discutidos, transformando a conversa em um guia claro e útil para pacientes, familiares e profissionais de saúde.
🩺 1. Afinal, por que alguns pacientes voltam a ganhar peso?
A obesidade é uma condição complexa. Segundo a Dra. Anna Carolina Hoff, muitos pacientes “comem suas emoções” — algo que não desaparece simplesmente após o procedimento. Lutos, separações, estresse, mudanças de vida… tudo isso pode reativar padrões antigos:
Beliscar compulsivo
Busca por alimentos altamente calóricos
Retorno aos doces
Uso de álcool como alívio emocional
Isso mostra que o reganho de peso é muito mais do que “falta de disciplina”: é uma resposta comportamental e emocional que exige acompanhamento contínuo.
🧠 2. Por que o acompanhamento multidisciplinar é indispensável?
A cirurgia bariátrica nunca deveria ser encarada como alta definitiva. Por ser uma doença crônica, a obesidade exige suporte para toda a vida — algo que inclui:
Nutricionista
Endocrinologista
Endoscopista
Psicólogo
Psiquiatra
Educador físico
Cada paciente tem um perfil diferente, e alguns vão precisar mais de psiquiatria, outros mais de nutrição, outros mais de suporte psicológico. A palavra-chave, como reforça a Dra. Anna, é personalização.
🧬 3. Alterações metabólicas, flora intestinal e adaptação do organismo
O corpo humano trabalha para voltar ao peso anterior — e isso está na literatura. Um trabalho clássico citado no podcast mostra que:
Para cada quilo perdido, o corpo aumenta a fome em 100 calorias
E reduz a taxa metabólica basal em 30 calorias
Ou seja: o organismo resiste ao emagrecimento.
Além disso, há evidências de que a microbiota intestinal muda, se adapta e altera a eficiência metabólica depois da cirurgia. Quando um paciente chega anos após operar, vindo de outra cidade ou equipe, é essencial:
Reavaliar toda a situação clínica
Investigar alterações metabólicas
Ajustar nutrição e comportamento
Só então indicar uma intervenção revisional, se necessária
🏥 4. E o SUS? Consegue acompanhar esses pacientes?
A resposta é: depende da região do país. Como explica a Dra. Anna, o SUS é uma entidade nacional, mas funciona de forma muito diferente em cada canto do Brasil. Enquanto alguns serviços oferecem acompanhamento exemplar, outros deixam o paciente literalmente “de alta” após a bariátrica — algo que é incompatível com a natureza crônica da obesidade.
A falta de acompanhamento leva:
A deficiências vitamínicas
A perda de massa magra
Ao retorno de hábitos alimentares inadequados
E ao reganho de peso
🍽️ 5. E quanto às vitaminas? Nem todos os pacientes precisam para a vida toda
No caso da cirurgia Sleeve, por exemplo, não há desvio do trato digestivo. Assim, um paciente bem acompanhado nutricionalmente pode não precisar de multivitamínicos para sempre.
A chave está em duas palavras: 👉 Acompanhamento contínuo 👉 Orientação nutricional de qualidade
🔄 6. O papel da endoscopia na recidiva de peso
Quando um paciente que já operou volta a ganhar peso, a endoscopia entra como uma ferramenta poderosa.
Mas há um ponto que a Dra. Anna reforça:
“Foi infinito enquanto durou. Em algum momento funcionou, e agora talvez precisemos intervir de novo.”
A medicina moderna hoje permite:
Redução endoscópica do estômago
Fechamento de anastomoses dilatadas
Revisões pós-bariátricas minimamente invasivas
Avaliação detalhada da anatomia pós-cirurgia
Essas técnicas não apenas reduzem o volume estomacal, mas também ajudam a recuperar parte da regulação hormonal perdida no processo natural de recuperação do estômago.
🏋️ 7. A verdade sobre mudanças de estilo de vida isoladas
Segundo dados discutidos no programa, em 100 pacientes que precisam emagrecer apenas com dieta e atividade física:
📉 Perda média de peso em 1 ano: 3% a 4%
Isso mostra que:
Mudança de estilo de vida é fundamental
Mas não é suficiente para a maioria dos pacientes com obesidade
Daí a necessidade de considerar terapias combinadas.
🧵 8. O que os procedimentos endoscópicos realmente entregam?
A IFSO (Sociedade Internacional de Cirurgia Metabólica e Bariátrica) já reconhece:
Procedimentos endoscópicos para obesidade classe I
Para classe II
E até classe III, dependendo do caso e da preferência do paciente
Mas é fundamental ser ético e transparente:
📌 Média de perda de peso
Gastroplastia endoscópica: 18% a 22%
Revisional endoscópica: cerca de 18%
Trata-se de tecnologia segura, consolidada e estudada há mais de 10 anos, mas que não deve ser vendida como bariátrica cirúrgica.
Com os modernos análogos de GLP-1 (as “canetinhas”), é possível elevar a perda de peso para:
📊 24% a 25% do peso corporal
O ponto central é explicar ao paciente:
O procedimento entrega uma parte
A medicação entrega outra
O conjunto pode trazer o melhor resultado
🎯 10. As quatro possibilidades apresentadas ao paciente
No consultório, a Dra. Anna expõe quatro caminhos principais:
Mudança de estilo de vida isolada
Medicação isolada
Procedimento endoscópico isolado
Endoscopia + medicamentos ➡️ opção mais eficaz
O paciente participa, entende, escolhe e assume seu tratamento — algo essencial para a adesão a longo prazo.
https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2025/09/CAPABLOG.jpg464800sala88https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2021/02/SKOPE-LOGO-PNG-01-01-1-300x122.pngsala882025-11-28 02:10:512025-11-28 02:10:51Reganho de Peso Pós-Bariátrica: O Que a Endoscopia Pode Fazer?
Uma visão integrada sobre nutrição, hormônios, metabolismo e personalização no tratamento da obesidade
O reganho de peso após a cirurgia bariátrica é um dos temas mais relevantes e discutidos hoje entre profissionais e pacientes. Apesar de ser um tratamento extremamente eficaz, a bariátrica não “cura” a obesidade — e entender por que alguns pacientes voltam a ganhar peso é fundamental para oferecer novas soluções, especialmente as endoscópicas, que vêm ganhando cada vez mais força na prática clínica.
Neste conteúdo, você vai entender:
Por que alguns pacientes precisam de acompanhamento diferenciado
O papel da nutrição e a importância de evitar deficiências
O impacto hormonal que a cirurgia causa — e que não pode ser “reentregue” ao paciente
A fisiologia do reganho: fome, metabolismo e adaptação
Como a endoscopia pode ajudar quando o peso volta a subir
Para quem os procedimentos endoscópicos são indicados
Vamos por partes. 👇
🧠 1. A Personalização é a Chave no Acompanhamento Pós-Bariátrica
Cada paciente responde de maneira diferente após a cirurgia. Alguns têm mais necessidades psiquiátricas, outros psicológicas, outros nutricionais — e isso só é descoberto com acompanhamento contínuo e multidisciplinar.
A equipe deve monitorar:
Comportamento alimentar
Adesão ao plano nutricional
Saúde mental
Uso (ou não) de medicações
Risco de compulsões ou recaídas
Deficiências nutricionais
🎯 A palavra que define esse processo é personalização. A cirurgia é uma das ferramentas contra a obesidade — não a única.
🥦 2. Nutrição Após a Bariátrica: Nem Sempre Há Suplementação Vitalícia
No caso do sleeve, por exemplo, não há desvio intestinal. Isso significa que, com acompanhamento nutricional adequado, muitos pacientes não precisam de multivitamínicos para o resto da vida.
Mas, mesmo assim, os déficits podem aparecer:
Vitaminas
Minerais
Micronutrientes
Alterações na absorção alimentar
👉 Por isso o nutricionista é fundamental na linha de cuidado.
🔬 3. O Impacto Hormonal da Bariátrica: O “Divisor de Águas”
Um ponto essencial — e muitas vezes esquecido — é o efeito hormonal provocado pela cirurgia.
A bariátrica modifica:
Sinalização de saciedade
Produção de grelina
Modulação da fome
Resposta metabólica
Esse conjunto hormonal é responsável por boa parte do sucesso da cirurgia.
💡 E aqui está o ponto crítico: se o paciente volta a ganhar peso anos depois, não é possível devolver esse impacto hormonal por meios simples.
Esse “efeito metabólico” inicial não é reproduzível fora do procedimento cirúrgico.
🔁 4. Por Que o Reganho de Peso Acontece? A Explicação Científica
A obesidade é uma doença crônica, e como toda doença crônica, exige tratamento contínuo.
Um trabalho do italiano Polidori mostra algo impressionante:
Para cada quilo perdido, o corpo aumenta a fome em 100 calorias
E reduz a taxa metabólica basal em 30 calorias
Isso significa que o corpo luta contra o emagrecimento, tentando recuperar o peso anterior.
📌 Em outras palavras: reganho de peso não é falha do paciente. É fisiologia.
🏃♂️ 5. Estilo de Vida Ajuda — Mas Tem Limites
Quando consideramos apenas mudanças de estilo de vida — nutrição e atividade física — a perda média de peso em um ano é:
📉 3% a 4% do peso corporal
Ou seja, para a maioria dos pacientes com obesidade significativa, isso é insuficiente.
É por isso que procedimentos endoscópicos tornaram-se alternativas reais e validadas.
🩺 6. Como a Endoscopia Pode Ajudar no Re-Ganho Pós-Bariátrica?
Quando o paciente foi operado, perdeu peso e voltou a ganhar, a endoscopia pode oferecer diversas soluções — desde avaliação diagnóstica até procedimentos terapêuticos.
A lógica é simples:
✔ A bariátrica funcionou ✔ A doença é crônica ✔ O corpo se adaptou ✔ Agora é necessária uma nova intervenção
Como dizem os especialistas: “Foi infinito enquanto durou.”
E agora é hora de intervir novamente.
🧵 7. Gastroplastia Endoscópica e Outros Procedimentos: Para Quem São Indicados?
A Sociedade Internacional de Cirurgia Metabólica e Bariátrica (IFSO) já reconhece os procedimentos endoscópicos como opções para:
Obesidade classe I
Obesidade classe II
Obesidade classe III (em pacientes que assim desejarem)
Contudo, há um ponto importantíssimo:
🔹 A gastroplastia endoscópica não entrega a mesma média de perda de peso de uma bariátrica. A literatura (com mais de 10 anos de estudos e metanálises) mostra:
📊 Perda média: 20% do peso corporal
Ou seja, é altamente eficaz — mas não é igual à cirurgia.
🎯 Conclusão: A Obesidade Requer Estratégias Múltiplas e Personalizadas
O reganho de peso após a bariátrica não é culpa do paciente — é consequência natural de adaptações hormonais e metabólicas. A boa notícia é que a endoscopia oferece soluções seguras, eficazes e personalizadas para ajudar esses pacientes a retomar o controle.
Seja através da reestruturação gástrica, novas intervenções metabólicas ou acompanhamento nutricional e psicológico, a abordagem multidisciplinar continua sendo o coração do tratamento da obesidade.
https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2025/09/CAPABLOG.jpg464800sala88https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2021/02/SKOPE-LOGO-PNG-01-01-1-300x122.pngsala882025-11-28 02:07:452025-11-28 02:07:45Reganho de Peso Após Bariátrica: Por Que Acontece e Como a Endoscopia Pode Ajudar?
Durante uma conversa profunda e esclarecedora, surge uma pergunta essencial: qual a real efetividade da mudança de estilo de vida no emagrecimento? A resposta, dada pelo Dr. Almeida, traz dados importantes sobre expectativas e resultados reais.
🔍 1. A visão do especialista: estamos no caminho certo?
Segundo o Dr. Almeida, sim — estamos caminhando bem. Mas com uma observação fundamental: é preciso ter clareza sobre o que esperar da mudança de estilo de vida isoladamente.
📉 2. O impacto real da mudança de estilo de vida no peso
Ao analisar 100 pacientes candidatos ao emagrecimento, todos com indicação clara para perda de peso, o Dr. Almeida explica:
➡️ Mesmo com:
acompanhamento nutricional
orientação de educador físico
ajustes comportamentais
mudanças nos hábitos diários
… a perda média de peso em um ano gira em torno de 3% a 4% do peso corporal total.
📌 3. Por que isso acontece?
Embora alimentação equilibrada e atividade física sejam pilares indispensáveis, eles não conseguem, sozinhos, neutralizar todos os fatores biológicos envolvidos na obesidade — como inflamação, resistência hormonal, adaptação metabólica e mecanismos cerebrais ligados à fome.
Ou seja: mudança de estilo de vida é essencial, mas não é suficiente para a maioria dos pacientes que realmente precisam emagrecer de forma significativa.
🔎 4. O que isso significa para o tratamento da obesidade?
Significa que:
mudanças no estilo de vida ➜ devem sempre acontecer,
mas elas não substituem intervenções médicas,
nem se comparam aos resultados das terapias endoscópicas, medicamentosas ou cirúrgicas,
especialmente em pacientes com obesidade moderada a grave.
É por isso que o tratamento moderno é multidisciplinar e leva em conta a biologia da doença — não apenas a força de vontade.
🌟 Conclusão: a mudança de vida é valiosa, mas não é o suficiente
A mudança de estilo de vida melhora saúde, disposição, energia e longevidade — e deve estar presente em qualquer tratamento.
Mas, como mostram os dados do Dr. Almeida, sua capacidade de gerar perda de peso significativa é limitada. Para muitos pacientes, é necessário combinar estratégias para alcançar resultados mais profundos, duradouros e seguros.
https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2025/09/CAPABLOG.jpg464800sala88https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2021/02/SKOPE-LOGO-PNG-01-01-1-300x122.pngsala882025-11-28 02:04:522025-11-28 02:04:52Mudança de Estilo de Vida: Quanto Ela Realmente Emagrece?
O reganho de peso após a cirurgia bariátrica é um dos temas mais importantes na prática clínica moderna. E, como explica a Dra. Anna Carolina Hoff, ele precisa ser entendido dentro do que realmente é: uma doença crônica, que pode exigir novas intervenções ao longo da vida.
🧠 1. Obesidade é crônica — e o tratamento também deve ser
Quando um paciente realiza a bariátrica e perde peso, o resultado é real e positivo — mas não é definitivo. A Dra. Anna Carolina resume com precisão: ➡️ “Foi infinito enquanto durou.”
Isso significa que, apesar do sucesso inicial, o corpo pode voltar a ganhar peso. E isso não é culpa do paciente, mas uma consequência natural da biologia da obesidade.
🔬 2. O que a endoscopia pode oferecer nesses casos?
Segundo a Dra. Anna Carolina, muitas opções. A endoscopia hoje é uma ferramenta poderosa para:
🔸 reduzir dilatações pós-cirurgia
🔸 tratar falhas anatômicas que surgem ao longo dos anos
🔸 ajustar o estômago ou anastomoses
🔸 oferecer novas alternativas menos invasivas
Isso permite intervenções com menor risco e recuperação mais rápida, além de adiar ou evitar novas cirurgias maiores.
🧮 3. O fator metabólico: seu corpo tenta “voltar ao antigo peso”
Um ponto fascinante — e preocupante — abordado pela Dra. Anna Carolina é o estudo conduzido pelo pesquisador italiano Polidori.
Após cálculos físicos e químicos, ele documentou um fenômeno biológico claro:
🔸 Para cada 1 kg perdido, o corpo responde com:
+100 kcal de fome por dia
–30 kcal na taxa metabólica basal
👉 Ou seja: o corpo passa a sentir mais fome e a gastar menos energia. Isso cria um ambiente perfeito para o reganho de peso — mesmo quando o paciente mantém bons hábitos.
🔄 4. Por que isso muda tudo no tratamento?
Porque o reganho não significa que a bariátrica “deu errado”. Significa que:
a doença é progressiva
o corpo luta para voltar ao peso anterior
novas intervenções podem ser necessárias
o acompanhamento contínuo é fundamental
A endoscopia entra exatamente nesse ponto: dar suporte quando o corpo começa a sabotar o resultado obtido.
🌟 Conclusão: O caminho é contínuo — e há soluções
A obesidade precisa ser tratada como qualquer outra doença crônica: com acompanhamento permanente e intervenções periódicas quando necessário.
A endoscopia oferece hoje ferramentas eficazes, menos invasivas e cada vez mais precisas para recuperar o controle do peso — sem necessidade imediata de nova cirurgia.
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Quando falamos em tratamento da obesidade, é comum imaginar que a cirurgia bariátrica seja o grande protagonista. Mas a verdade — ressaltada pela Dra. Anna Carolina Hoff — é bem diferente: a cirurgia é apenas uma das armas, e não a única solução.
O que realmente determina o sucesso no longo prazo é a personalização do cuidado, feita por uma equipe multidisciplinar preparada para atender cada paciente conforme suas necessidades individuais.
🧩 🔎 1. Cada paciente precisa de um tipo de apoio emocional
Nem todos os pacientes respondem da mesma forma durante o processo:
Alguns precisam mais do psiquiatra,
outros se beneficiam profundamente do psicólogo,
e há aqueles que necessitam dos dois em momentos diferentes.
Essa variação acontece porque cada pessoa carrega uma história emocional, padrões alimentares e mecanismos de enfrentamento diferentes.
📌 E é somente no acompanhamento contínuo que descobrimos de que suporte cada paciente realmente precisa.
🎯 🧬 2. Personalização: a palavra-chave para o sucesso
A Dra. Anna Carolina enfatiza: 👉 a palavra para descrever a bariátrica moderna é personalização.
Cada paciente:
tem um histórico diferente
enfrenta gatilhos diferentes
requer níveis variados de apoio nutricional, emocional e médico
Por isso, não existe “tratamento padrão” — existe o que funciona para aquela pessoa.
🏥 👩⚕️ 3. A equipe multidisciplinar é indispensável
A cirurgia não resolve tudo — ela abre a porta para o processo de mudança, mas quem sustenta a jornada é a equipe multidisciplinar.
Essa equipe inclui:
nutricionista,
psicólogo,
psiquiatra,
endocrinologista,
cirurgião bariátrico,
e outras especialidades conforme necessidade.
Por quê? Porque pacientes pós-bariátrica enfrentam desafios específicos, como:
déficits de vitaminas
carências de minerais
dificuldades de adaptação alimentar
riscos emocionais
mudanças comportamentais complexas
E sem acompanhamento contínuo, esses problemas podem evoluir.
🍏 🧪 4. A dimensão nutricional: um cuidado essencial
Mesmo com técnicas que preservam o trajeto digestivo, muitos pacientes podem desenvolver:
déficit de vitaminas
déficit de minerais
instabilidade na absorção
dificuldades de ajuste alimentar
A nutricionista é quem identifica, corrige e acompanha essas nuances — parte essencial do sucesso.
⭐ Conclusão
O tratamento da obesidade é um processo profundo, contínuo e personalizado. Não existe fórmula universal. Não existe uma única abordagem.
✔️ A cirurgia é importante, mas não é suficiente. ✔️ A personalização e o acompanhamento multidisciplinar são o verdadeiro alicerce da saúde e do bem-estar nesses pacientes.
https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2025/09/CAPABLOG.jpg464800sala88https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2021/02/SKOPE-LOGO-PNG-01-01-1-300x122.pngsala882025-11-28 02:00:222025-11-28 02:00:22A Importância da Personalização no Tratamento da Obesidade: Muito Além da Cirurgia Bariátrica
Quando falamos de cirurgia bariátrica, é comum pensar apenas na perda de peso ou no tamanho reduzido do estômago. Mas existe um ponto crucial — e muitas vezes pouco valorizado — que determina grande parte do sucesso a longo prazo: o efeito hormonal da bariátrica.
E esse efeito, segundo a Dra. Anna Carolina Hoff, é tão determinante que, uma vez perdido, nunca mais pode ser completamente recuperado.
🍽️ 1. Sleeve: Quando não há desvio do trato digestivo
Diferente de outras técnicas bariátricas, o sleeve (gastrectomia vertical) não envolve desvio intestinal. Ou seja:
nada é “desviado”
o estômago apenas é reduzido
o trato digestivo segue seu caminho natural
Por isso, nutricionalmente, o sleeve tem uma vantagem importante: 📌 com bom acompanhamento nutricional, o paciente geralmente não precisa usar multivitamínicos para o resto da vida.
Se ele segue com a nutricionista, ajusta alimentação e mantém hábitos saudáveis, sua absorção permanece praticamente intacta.
🔥 2. O ponto-chave que muda tudo: o efeito hormonal da bariátrica
Além da redução do estômago, toda cirurgia bariátrica provoca alterações hormonais profundas, como:
queda da grelina (hormônio da fome)
aumento de hormônios de saciedade
melhora da sensibilidade à insulina
modulação do metabolismo
Essas mudanças explicam porque o paciente:
sente menos fome
fica saciado mais rápido
controla melhor compulsões
tem melhora metabólica intensa
E esse impacto hormonal é um verdadeiro divisor de águas.
⚠️ 3. Recorrência de peso: o que não volta mais
Quando ocorre reganho ou recorrência de peso, muitos fatores podem estar envolvidos:
mudanças comportamentais
ingestão emocional
alterações anatômicas
adaptação da microbiota
perda da disciplina alimentar
Mas existe algo ainda mais sério: 📍 uma vez perdido o efeito hormonal inicial da cirurgia, nenhuma revisão devolve ao paciente aquele mesmo impacto metabólico da primeira bariátrica.
Correções anatômicas podem ser feitas. Revisional endoscópica pode ajudar. Novos ajustes podem melhorar o controle do apetite.
Mas a intensidade hormonal única que ocorre na primeira cirurgia não pode ser 100% recriada.
🧠 4. Por isso o acompanhamento é decisivo
A mensagem final é clara: 🔹 O acompanhamento define o futuro da bariátrica.
No caso do sleeve, o paciente tem um bônus nutricional — mas isso não o protege da perda do efeito hormonal caso haja recidiva.
Por isso, seguir com:
nutricionista
psicologia
endocrinologia
equipe multidisciplinar
é essencial para manter o impacto hormonal vivo pelo máximo de tempo possível.
⭐ Conclusão
O sleeve pode ter uma evolução nutricional mais simples do que outras técnicas, mas todas as cirurgias bariátricas dependem profundamente do efeito hormonal para garantir seus melhores resultados.
Perdê-lo significa perder parte do benefício mais valioso do tratamento — e isso reforça o quanto o acompanhamento contínuo é indispensável.
https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2025/09/CAPABLOG.jpg464800sala88https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2021/02/SKOPE-LOGO-PNG-01-01-1-300x122.pngsala882025-11-28 01:55:132025-11-28 01:55:13Efeito Hormonal na Bariátrica: Por Que Ele É um Divisor de Águas no Tratamento da Obesidade?
Quando falamos em cirurgia bariátrica, não estamos falando de um procedimento isolado — estamos falando de uma doença crônica, progressiva e que exige acompanhamento contínuo. Mas será que o SUS, em um país tão grande quanto o Brasil, consegue oferecer esse suporte ao longo da vida?
A resposta é: depende da região. A Dra. Anna Carolina Hoff explica que, em um país continental, existe mais de um SUS convivendo ao mesmo tempo — alguns extremamente eficientes e outros com dificuldades estruturais.
🌎 1. O Brasil é continental — e o SUS também
Quando pensamos em “SUS”, imaginamos uma única estrutura. Mas na prática, o sistema funciona de maneira muito diferente de acordo com a região.
Há locais onde o acompanhamento é:
regular
multidisciplinar
organizado
com acesso periódico ao pós-operatório
E há regiões onde isso simplesmente não acontece.
⚖️ 2. Existem SUS que acompanham muito bem — e outros que não
Segundo a Dra. Anna Carolina, há unidades onde o paciente recebe:
acompanhamento nutricional
psicologia
revisões médicas frequentes
controle metabólico
suporte contínuo
Mas também existem casos em que o paciente:
faz a cirurgia
recebe alta
e nunca mais tem acompanhamento
O que é extremamente grave, já que a bariátrica não é uma cura, e a obesidade não deixa de existir após o procedimento.
🔄 3. Obesidade é crônica — e o acompanhamento é para a vida toda
Este é o ponto central: A obesidade não tem alta.
Se fizemos uma intervenção cirúrgica em um momento específico da vida do paciente, precisamos entender que ele vai precisar de acompanhamento sempre.
Isso inclui:
ajustes de comportamento alimentar
avaliação emocional
controle metabólico
checagem anatômica
suplementação vitamínica
monitoramento da perda (ou recidiva) de peso
Interromper esse acompanhamento é colocar todo o processo em risco.
🚨 4. O risco de dar “alta definitiva” após a bariátrica
Infelizmente, ainda há locais onde o paciente é literalmente “desconectado” da equipe após a cirurgia. Isso é extremamente problemático porque:
a doença continua
as mudanças hormonais permanecem
a absorção pode se modificar
o comportamento alimentar pode regredir
o metabolismo reage ao processo
Sem acompanhamento, as chances de complicações aumentam — especialmente reganho de peso, deficiências nutricionais e perda do efeito metabólico da cirurgia.
⭐ Conclusão
O SUS tem potencial e, em muitos lugares, oferece acompanhamento exemplar. Mas ainda existe desigualdade no acesso e na continuidade do tratamento. E como a obesidade é crônica, o paciente precisa — sempre — estar amparado por uma equipe, seja no SUS, na saúde suplementar ou no atendimento privado.
https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2025/09/CAPABLOG.jpg464800sala88https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2021/02/SKOPE-LOGO-PNG-01-01-1-300x122.pngsala882025-11-28 01:52:072025-11-28 01:52:07SUS e Bariátrica: Existe Estrutura Para Acompanhar o Paciente Para Sempre?
A Dra. Anna Carolina Hoff traz uma reflexão profunda sobre o processo de decisão em relação às abordagens metabólicas — desde métodos minimamente invasivos até procedimentos cirúrgicos — destacando a importância da personalização e da compreensão emocional do paciente portador de obesidade.
🧠 A relação entre emoção e alimentação
Pacientes portadores de obesidade, diferentemente daqueles que nunca tiveram problemas com peso, tendem a comer suas emoções. A Dra. Anna Carolina Hoff explica que:
Todos passamos por fases difíceis: lutos, divórcios, filhos saindo de casa…
A questão é como cada pessoa adapta esses momentos à alimentação.
Em muitos pacientes com obesidade, a comida se torna consolo, alívio e refúgio emocional.
Isso contribui para recaídas como:
Retomar hábitos alimentares inadequados
Abuso de doces
Beliscar compulsivamente
Aumento do consumo de álcool
Por isso, antes de qualquer intervenção, a conversa sempre começa pelo comportamento.
🔄 Quando há recidiva: repensar a estratégia
A cirurgia pode ter sido excelente — e muitas vezes foi —, mas se houve recidiva, o processo precisa ser revisado. A medicina metabólica moderna permite ajustar, complementar e até substituir estratégias anteriores, sempre com foco no controle da doença crônica da obesidade.
🧲✨ O futuro já começou: técnicas híbridas com ímãs
A Dra. Anna Carolina Hoff destaca estudos experimentais e promissores envolvendo:
🔧 Procedimento combinado em uma única intervenção
O endoscopista introduz um ímã no estômago
O colonoscopista introduz um ímã no intestino
Esses ímãs se atraem e se encontram dentro do abdômen
Em cerca de 15 dias, o tecido entre eles necrosa
Surge uma anastomose minimamente invasiva
É um avanço que projeta um futuro com menos cirurgia e mais tecnologia, criando novas alternativas para determinados perfis de pacientes.
🏥 Elegibilidade x vontade do paciente
Embora muitos pacientes atendam aos critérios formais para cirurgia bariátrica, nem todos desejam passar pelo procedimento.
A IFSO (Sociedade Internacional de Cirurgia Metabólica e Bariátrica) ampliou as possibilidades terapêuticas:
Opções endoscópicas agora são válidas para obesidade classe I, classe II e até classe III, quando o paciente optar por elas.
Isso permite uma abordagem mais personalizada, menos invasiva e mais gradual.
Em muitos casos, a melhor estratégia é começar pelo menos invasivo e evoluir conforme necessário. O caminho sugerido pela especialista pode seguir esta lógica:
1️⃣ Balão intragástrico
Coloca-se e remove-se sem alterar anatomia
Permite avaliar se o paciente é um bom respondedor
2️⃣ Balão + medicação
Combinação que potencializa resultados
3️⃣ Aguardar a evolução
Se houve resposta, mas a doença continua progredindo
Quanto mais tempo o paciente se mantiver em um platô minimamente invasivo, melhor para seu prognóstico
Essa abordagem step-by-step evita intervenções desnecessárias e respeita o ritmo de cada indivíduo.
🌟 Conclusão
As decisões sobre obesidade não são lineares: envolvem comportamento, emoção, tecnologia, elegibilidade e desejo do paciente. A medicina moderna oferece caminhos personalizados — do balão ao futuro das anastomoses magnéticas — permitindo criar planos realmente alinhados à vida de cada pessoa.
https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2025/09/CAPABLOG.jpg464800sala88https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2021/02/SKOPE-LOGO-PNG-01-01-1-300x122.pngsala882025-11-28 01:47:202025-11-28 01:47:20Cirurgia bariátrica, elegibilidade e novas abordagens: como decidir o melhor caminho para cada paciente?
Durante a discussão, a Dra. Anna Carolina Hoff levantou um ponto essencial sobre o tratamento da obesidade: nem sempre o paciente elegível deseja realizar a cirurgia bariátrica, e isso abriu caminho para novas abordagens menos invasivas e igualmente eficazes. Leia mais
https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2025/09/CAPABLOG.jpg464800sala88https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2021/02/SKOPE-LOGO-PNG-01-01-1-300x122.pngsala882025-11-28 01:43:562025-11-28 01:43:56Cirurgia Bariátrica e Opções Endoscópicas: Por Que Nem Todo Paciente Elegível Escolhe Operar?
Durante a conversa sobre reganho de peso e revisões pós-bariátrica, a Dra. Anna Carolina Hoff explicou uma das técnicas mais inovadoras que estão surgindo no campo da cirurgia metabólica. Mesmo quando o paciente foi muito bem no passado, mas apresentou recidiva, é preciso repensar o tratamento — e as novas tecnologias estão abrindo caminhos impressionantes.
Hoje, já existem estudos experimentais que mostram como o futuro pode ser ainda menos invasivo, mais seguro e muito mais eficiente. Vamos entender essa novidade de forma clara e didática. 👇
🔁 1. Quando há recidiva, é hora de reavaliar
Mesmo que o paciente tenha respondido muito bem à primeira intervenção, a recidiva do peso é um sinal importante. A ideia não é culpar — mas repensar a estratégia terapêutica.
Segundo a Dra. Anna Carolina Hoff: ➡️ “Se teve uma recidiva, precisamos repensar.”
E é nesse cenário que entram as técnicas mais modernas e promissoras da bariátrica endoscópica.
🧵 2. A endossutura gástrica como primeiro passo
O procedimento começa com uma endossutura gástrica, que tem como objetivo:
reduzir o tamanho do estômago
limitar a capacidade de ingestão
reforçar a restrição mecânica
melhorar o controle da saciedade
Tudo isso sem cortes externos, apenas pela via endoscópica.
🧲 3. A técnica inovadora dos imãs: criando uma anastomose sem cirurgia tradicional
A parte mais futurista — e fascinante — é o uso de dois imãs implantados por endoscopia:
✔️ Como funciona?
Um endoscopista atua pelo estômago e coloca o primeiro imã dentro dele.
Um colonoscopista atua pelo intestino e posiciona o segundo imã dentro da alça intestinal.
Os imãs são projetados para se atraírem dentro do abdômen, alinhando estômago e intestino.
Em aproximadamente 15 dias, o tecido entre os imãs sofre necrose controlada.
Quando a parede entre eles se rompe de forma natural e segura, forma-se uma nova anastomose — uma nova passagem entre estômago e intestino.
✔️ Resultado?
Uma comunicação interna semelhante à cirurgia bariátrica tradicional, ➡️ mas sem bisturi, sem cortes e com menor trauma cirúrgico.
🔬 4. Um avanço que está em fase experimental — mas com enorme potencial
Esses estudos ainda são experimentais, mas refletem o futuro da bariátrica:
intervenções híbridas
técnicas menos invasivas
recuperação mais rápida
menor risco cirúrgico
possibilidade de tratar recidivas de forma muito mais eficiente
A tendência é clara: ➡️ cada vez menos invasão, cada vez melhores resultados.
🌟 Conclusão
O tratamento da obesidade está evoluindo rapidamente. Para pacientes que já passaram por uma cirurgia, tiveram bons resultados, mas apresentaram recidiva, as técnicas revisonais precisam ser modernas, seguras e eficazes — e esse novo método baseado em imãs promete transformar a forma como tratamos a doença no futuro.
https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2025/09/CAPABLOG.jpg464800sala88https://angioskope.com.br/wp-content/uploads/2021/02/SKOPE-LOGO-PNG-01-01-1-300x122.pngsala882025-11-27 15:19:052025-11-27 15:19:05O Futuro da Bariátrica: Imãs, Endossutura e Anastomoses Menos Invasivas
Reganho de Peso Pós-Bariátrica: O Que a Endoscopia Pode Fazer?
A conversa com a Dra. Anna Carolina Hoff no DrauzioCast trouxe à mesa um tema que impacta milhares de pacientes no Brasil: o reganho de peso após a cirurgia bariátrica.
Com três especialistas reunidos, o debate percorreu desde aspectos metabólicos até a realidade do SUS, mostrando que a obesidade é uma doença crônica, progressiva e multifatorial — e que o cuidado não termina com a cirurgia.
Neste artigo, reunimos os principais pontos discutidos, transformando a conversa em um guia claro e útil para pacientes, familiares e profissionais de saúde.
🩺 1. Afinal, por que alguns pacientes voltam a ganhar peso?
A obesidade é uma condição complexa. Segundo a Dra. Anna Carolina Hoff, muitos pacientes “comem suas emoções” — algo que não desaparece simplesmente após o procedimento.
Lutos, separações, estresse, mudanças de vida… tudo isso pode reativar padrões antigos:
Beliscar compulsivo
Busca por alimentos altamente calóricos
Retorno aos doces
Uso de álcool como alívio emocional
Isso mostra que o reganho de peso é muito mais do que “falta de disciplina”: é uma resposta comportamental e emocional que exige acompanhamento contínuo.
🧠 2. Por que o acompanhamento multidisciplinar é indispensável?
A cirurgia bariátrica nunca deveria ser encarada como alta definitiva.
Por ser uma doença crônica, a obesidade exige suporte para toda a vida — algo que inclui:
Nutricionista
Endocrinologista
Endoscopista
Psicólogo
Psiquiatra
Educador físico
Cada paciente tem um perfil diferente, e alguns vão precisar mais de psiquiatria, outros mais de nutrição, outros mais de suporte psicológico.
A palavra-chave, como reforça a Dra. Anna, é personalização.
🧬 3. Alterações metabólicas, flora intestinal e adaptação do organismo
O corpo humano trabalha para voltar ao peso anterior — e isso está na literatura. Um trabalho clássico citado no podcast mostra que:
Para cada quilo perdido, o corpo aumenta a fome em 100 calorias
E reduz a taxa metabólica basal em 30 calorias
Ou seja: o organismo resiste ao emagrecimento.
Além disso, há evidências de que a microbiota intestinal muda, se adapta e altera a eficiência metabólica depois da cirurgia.
Quando um paciente chega anos após operar, vindo de outra cidade ou equipe, é essencial:
Reavaliar toda a situação clínica
Investigar alterações metabólicas
Ajustar nutrição e comportamento
Só então indicar uma intervenção revisional, se necessária
🏥 4. E o SUS? Consegue acompanhar esses pacientes?
A resposta é: depende da região do país.
Como explica a Dra. Anna, o SUS é uma entidade nacional, mas funciona de forma muito diferente em cada canto do Brasil. Enquanto alguns serviços oferecem acompanhamento exemplar, outros deixam o paciente literalmente “de alta” após a bariátrica — algo que é incompatível com a natureza crônica da obesidade.
A falta de acompanhamento leva:
A deficiências vitamínicas
A perda de massa magra
Ao retorno de hábitos alimentares inadequados
E ao reganho de peso
🍽️ 5. E quanto às vitaminas? Nem todos os pacientes precisam para a vida toda
No caso da cirurgia Sleeve, por exemplo, não há desvio do trato digestivo.
Assim, um paciente bem acompanhado nutricionalmente pode não precisar de multivitamínicos para sempre.
A chave está em duas palavras:
👉 Acompanhamento contínuo
👉 Orientação nutricional de qualidade
🔄 6. O papel da endoscopia na recidiva de peso
Quando um paciente que já operou volta a ganhar peso, a endoscopia entra como uma ferramenta poderosa.
Mas há um ponto que a Dra. Anna reforça:
A medicina moderna hoje permite:
Redução endoscópica do estômago
Fechamento de anastomoses dilatadas
Revisões pós-bariátricas minimamente invasivas
Avaliação detalhada da anatomia pós-cirurgia
Essas técnicas não apenas reduzem o volume estomacal, mas também ajudam a recuperar parte da regulação hormonal perdida no processo natural de recuperação do estômago.
🏋️ 7. A verdade sobre mudanças de estilo de vida isoladas
Segundo dados discutidos no programa, em 100 pacientes que precisam emagrecer apenas com dieta e atividade física:
📉 Perda média de peso em 1 ano: 3% a 4%
Isso mostra que:
Mudança de estilo de vida é fundamental
Mas não é suficiente para a maioria dos pacientes com obesidade
Daí a necessidade de considerar terapias combinadas.
🧵 8. O que os procedimentos endoscópicos realmente entregam?
A IFSO (Sociedade Internacional de Cirurgia Metabólica e Bariátrica) já reconhece:
Procedimentos endoscópicos para obesidade classe I
Para classe II
E até classe III, dependendo do caso e da preferência do paciente
Mas é fundamental ser ético e transparente:
📌 Média de perda de peso
Gastroplastia endoscópica: 18% a 22%
Revisional endoscópica: cerca de 18%
Trata-se de tecnologia segura, consolidada e estudada há mais de 10 anos, mas que não deve ser vendida como bariátrica cirúrgica.
💉 9. Medicações associadas: potencializando resultados
Com os modernos análogos de GLP-1 (as “canetinhas”), é possível elevar a perda de peso para:
📊 24% a 25% do peso corporal
O ponto central é explicar ao paciente:
O procedimento entrega uma parte
A medicação entrega outra
O conjunto pode trazer o melhor resultado
🎯 10. As quatro possibilidades apresentadas ao paciente
No consultório, a Dra. Anna expõe quatro caminhos principais:
Mudança de estilo de vida isolada
Medicação isolada
Procedimento endoscópico isolado
Endoscopia + medicamentos ➡️ opção mais eficaz
O paciente participa, entende, escolhe e assume seu tratamento — algo essencial para a adesão a longo prazo.
Reganho de Peso Após Bariátrica: Por Que Acontece e Como a Endoscopia Pode Ajudar?
Uma visão integrada sobre nutrição, hormônios, metabolismo e personalização no tratamento da obesidade
O reganho de peso após a cirurgia bariátrica é um dos temas mais relevantes e discutidos hoje entre profissionais e pacientes. Apesar de ser um tratamento extremamente eficaz, a bariátrica não “cura” a obesidade — e entender por que alguns pacientes voltam a ganhar peso é fundamental para oferecer novas soluções, especialmente as endoscópicas, que vêm ganhando cada vez mais força na prática clínica.
Neste conteúdo, você vai entender:
Por que alguns pacientes precisam de acompanhamento diferenciado
O papel da nutrição e a importância de evitar deficiências
O impacto hormonal que a cirurgia causa — e que não pode ser “reentregue” ao paciente
A fisiologia do reganho: fome, metabolismo e adaptação
Como a endoscopia pode ajudar quando o peso volta a subir
Para quem os procedimentos endoscópicos são indicados
Vamos por partes. 👇
🧠 1. A Personalização é a Chave no Acompanhamento Pós-Bariátrica
Cada paciente responde de maneira diferente após a cirurgia. Alguns têm mais necessidades psiquiátricas, outros psicológicas, outros nutricionais — e isso só é descoberto com acompanhamento contínuo e multidisciplinar.
A equipe deve monitorar:
Comportamento alimentar
Adesão ao plano nutricional
Saúde mental
Uso (ou não) de medicações
Risco de compulsões ou recaídas
Deficiências nutricionais
🎯 A palavra que define esse processo é personalização.
A cirurgia é uma das ferramentas contra a obesidade — não a única.
🥦 2. Nutrição Após a Bariátrica: Nem Sempre Há Suplementação Vitalícia
No caso do sleeve, por exemplo, não há desvio intestinal. Isso significa que, com acompanhamento nutricional adequado, muitos pacientes não precisam de multivitamínicos para o resto da vida.
Mas, mesmo assim, os déficits podem aparecer:
Vitaminas
Minerais
Micronutrientes
Alterações na absorção alimentar
👉 Por isso o nutricionista é fundamental na linha de cuidado.
🔬 3. O Impacto Hormonal da Bariátrica: O “Divisor de Águas”
Um ponto essencial — e muitas vezes esquecido — é o efeito hormonal provocado pela cirurgia.
A bariátrica modifica:
Sinalização de saciedade
Produção de grelina
Modulação da fome
Resposta metabólica
Esse conjunto hormonal é responsável por boa parte do sucesso da cirurgia.
💡 E aqui está o ponto crítico: se o paciente volta a ganhar peso anos depois, não é possível devolver esse impacto hormonal por meios simples.
Esse “efeito metabólico” inicial não é reproduzível fora do procedimento cirúrgico.
🔁 4. Por Que o Reganho de Peso Acontece? A Explicação Científica
A obesidade é uma doença crônica, e como toda doença crônica, exige tratamento contínuo.
Um trabalho do italiano Polidori mostra algo impressionante:
Para cada quilo perdido, o corpo aumenta a fome em 100 calorias
E reduz a taxa metabólica basal em 30 calorias
Isso significa que o corpo luta contra o emagrecimento, tentando recuperar o peso anterior.
📌 Em outras palavras: reganho de peso não é falha do paciente. É fisiologia.
🏃♂️ 5. Estilo de Vida Ajuda — Mas Tem Limites
Quando consideramos apenas mudanças de estilo de vida — nutrição e atividade física — a perda média de peso em um ano é:
📉 3% a 4% do peso corporal
Ou seja, para a maioria dos pacientes com obesidade significativa, isso é insuficiente.
É por isso que procedimentos endoscópicos tornaram-se alternativas reais e validadas.
🩺 6. Como a Endoscopia Pode Ajudar no Re-Ganho Pós-Bariátrica?
Quando o paciente foi operado, perdeu peso e voltou a ganhar, a endoscopia pode oferecer diversas soluções — desde avaliação diagnóstica até procedimentos terapêuticos.
A lógica é simples:
✔ A bariátrica funcionou
✔ A doença é crônica
✔ O corpo se adaptou
✔ Agora é necessária uma nova intervenção
Como dizem os especialistas:
“Foi infinito enquanto durou.”
E agora é hora de intervir novamente.
🧵 7. Gastroplastia Endoscópica e Outros Procedimentos: Para Quem São Indicados?
A Sociedade Internacional de Cirurgia Metabólica e Bariátrica (IFSO) já reconhece os procedimentos endoscópicos como opções para:
Obesidade classe I
Obesidade classe II
Obesidade classe III (em pacientes que assim desejarem)
Contudo, há um ponto importantíssimo:
🔹 A gastroplastia endoscópica não entrega a mesma média de perda de peso de uma bariátrica.
A literatura (com mais de 10 anos de estudos e metanálises) mostra:
📊 Perda média: 20% do peso corporal
Ou seja, é altamente eficaz — mas não é igual à cirurgia.
🎯 Conclusão: A Obesidade Requer Estratégias Múltiplas e Personalizadas
O reganho de peso após a bariátrica não é culpa do paciente — é consequência natural de adaptações hormonais e metabólicas. A boa notícia é que a endoscopia oferece soluções seguras, eficazes e personalizadas para ajudar esses pacientes a retomar o controle.
Seja através da reestruturação gástrica, novas intervenções metabólicas ou acompanhamento nutricional e psicológico, a abordagem multidisciplinar continua sendo o coração do tratamento da obesidade.
Mudança de Estilo de Vida: Quanto Ela Realmente Emagrece?
Durante uma conversa profunda e esclarecedora, surge uma pergunta essencial: qual a real efetividade da mudança de estilo de vida no emagrecimento? A resposta, dada pelo Dr. Almeida, traz dados importantes sobre expectativas e resultados reais.
🔍 1. A visão do especialista: estamos no caminho certo?
Segundo o Dr. Almeida, sim — estamos caminhando bem.
Mas com uma observação fundamental: é preciso ter clareza sobre o que esperar da mudança de estilo de vida isoladamente.
📉 2. O impacto real da mudança de estilo de vida no peso
Ao analisar 100 pacientes candidatos ao emagrecimento, todos com indicação clara para perda de peso, o Dr. Almeida explica:
➡️ Mesmo com:
acompanhamento nutricional
orientação de educador físico
ajustes comportamentais
mudanças nos hábitos diários
… a perda média de peso em um ano gira em torno de 3% a 4% do peso corporal total.
📌 3. Por que isso acontece?
Embora alimentação equilibrada e atividade física sejam pilares indispensáveis, eles não conseguem, sozinhos, neutralizar todos os fatores biológicos envolvidos na obesidade — como inflamação, resistência hormonal, adaptação metabólica e mecanismos cerebrais ligados à fome.
Ou seja: mudança de estilo de vida é essencial, mas não é suficiente para a maioria dos pacientes que realmente precisam emagrecer de forma significativa.
🔎 4. O que isso significa para o tratamento da obesidade?
Significa que:
mudanças no estilo de vida ➜ devem sempre acontecer,
mas elas não substituem intervenções médicas,
nem se comparam aos resultados das terapias endoscópicas, medicamentosas ou cirúrgicas,
especialmente em pacientes com obesidade moderada a grave.
É por isso que o tratamento moderno é multidisciplinar e leva em conta a biologia da doença — não apenas a força de vontade.
🌟 Conclusão: a mudança de vida é valiosa, mas não é o suficiente
A mudança de estilo de vida melhora saúde, disposição, energia e longevidade — e deve estar presente em qualquer tratamento.
Mas, como mostram os dados do Dr. Almeida, sua capacidade de gerar perda de peso significativa é limitada.
Para muitos pacientes, é necessário combinar estratégias para alcançar resultados mais profundos, duradouros e seguros.
Reganho de Peso Após Bariátrica: O Que a Endoscopia Pode Oferecer?
O reganho de peso após a cirurgia bariátrica é um dos temas mais importantes na prática clínica moderna. E, como explica a Dra. Anna Carolina Hoff, ele precisa ser entendido dentro do que realmente é: uma doença crônica, que pode exigir novas intervenções ao longo da vida.
🧠 1. Obesidade é crônica — e o tratamento também deve ser
Quando um paciente realiza a bariátrica e perde peso, o resultado é real e positivo — mas não é definitivo.
A Dra. Anna Carolina resume com precisão:
➡️ “Foi infinito enquanto durou.”
Isso significa que, apesar do sucesso inicial, o corpo pode voltar a ganhar peso. E isso não é culpa do paciente, mas uma consequência natural da biologia da obesidade.
🔬 2. O que a endoscopia pode oferecer nesses casos?
Segundo a Dra. Anna Carolina, muitas opções.
A endoscopia hoje é uma ferramenta poderosa para:
🔸 reduzir dilatações pós-cirurgia
🔸 tratar falhas anatômicas que surgem ao longo dos anos
🔸 ajustar o estômago ou anastomoses
🔸 oferecer novas alternativas menos invasivas
Isso permite intervenções com menor risco e recuperação mais rápida, além de adiar ou evitar novas cirurgias maiores.
🧮 3. O fator metabólico: seu corpo tenta “voltar ao antigo peso”
Um ponto fascinante — e preocupante — abordado pela Dra. Anna Carolina é o estudo conduzido pelo pesquisador italiano Polidori.
Após cálculos físicos e químicos, ele documentou um fenômeno biológico claro:
🔸 Para cada 1 kg perdido, o corpo responde com:
+100 kcal de fome por dia
–30 kcal na taxa metabólica basal
👉 Ou seja: o corpo passa a sentir mais fome e a gastar menos energia.
Isso cria um ambiente perfeito para o reganho de peso — mesmo quando o paciente mantém bons hábitos.
🔄 4. Por que isso muda tudo no tratamento?
Porque o reganho não significa que a bariátrica “deu errado”.
Significa que:
a doença é progressiva
o corpo luta para voltar ao peso anterior
novas intervenções podem ser necessárias
o acompanhamento contínuo é fundamental
A endoscopia entra exatamente nesse ponto: dar suporte quando o corpo começa a sabotar o resultado obtido.
🌟 Conclusão: O caminho é contínuo — e há soluções
A obesidade precisa ser tratada como qualquer outra doença crônica: com acompanhamento permanente e intervenções periódicas quando necessário.
A endoscopia oferece hoje ferramentas eficazes, menos invasivas e cada vez mais precisas para recuperar o controle do peso — sem necessidade imediata de nova cirurgia.
A Importância da Personalização no Tratamento da Obesidade: Muito Além da Cirurgia Bariátrica
Quando falamos em tratamento da obesidade, é comum imaginar que a cirurgia bariátrica seja o grande protagonista. Mas a verdade — ressaltada pela Dra. Anna Carolina Hoff — é bem diferente: a cirurgia é apenas uma das armas, e não a única solução.
O que realmente determina o sucesso no longo prazo é a personalização do cuidado, feita por uma equipe multidisciplinar preparada para atender cada paciente conforme suas necessidades individuais.
🧩 🔎 1. Cada paciente precisa de um tipo de apoio emocional
Nem todos os pacientes respondem da mesma forma durante o processo:
Alguns precisam mais do psiquiatra,
outros se beneficiam profundamente do psicólogo,
e há aqueles que necessitam dos dois em momentos diferentes.
Essa variação acontece porque cada pessoa carrega uma história emocional, padrões alimentares e mecanismos de enfrentamento diferentes.
📌 E é somente no acompanhamento contínuo que descobrimos de que suporte cada paciente realmente precisa.
🎯 🧬 2. Personalização: a palavra-chave para o sucesso
A Dra. Anna Carolina enfatiza:
👉 a palavra para descrever a bariátrica moderna é personalização.
Cada paciente:
tem um histórico diferente
enfrenta gatilhos diferentes
requer níveis variados de apoio nutricional, emocional e médico
Por isso, não existe “tratamento padrão” — existe o que funciona para aquela pessoa.
🏥 👩⚕️ 3. A equipe multidisciplinar é indispensável
A cirurgia não resolve tudo — ela abre a porta para o processo de mudança, mas quem sustenta a jornada é a equipe multidisciplinar.
Essa equipe inclui:
nutricionista,
psicólogo,
psiquiatra,
endocrinologista,
cirurgião bariátrico,
e outras especialidades conforme necessidade.
Por quê? Porque pacientes pós-bariátrica enfrentam desafios específicos, como:
déficits de vitaminas
carências de minerais
dificuldades de adaptação alimentar
riscos emocionais
mudanças comportamentais complexas
E sem acompanhamento contínuo, esses problemas podem evoluir.
🍏 🧪 4. A dimensão nutricional: um cuidado essencial
Mesmo com técnicas que preservam o trajeto digestivo, muitos pacientes podem desenvolver:
déficit de vitaminas
déficit de minerais
instabilidade na absorção
dificuldades de ajuste alimentar
A nutricionista é quem identifica, corrige e acompanha essas nuances — parte essencial do sucesso.
⭐ Conclusão
O tratamento da obesidade é um processo profundo, contínuo e personalizado.
Não existe fórmula universal. Não existe uma única abordagem.
✔️ A cirurgia é importante, mas não é suficiente.
✔️ A personalização e o acompanhamento multidisciplinar são o verdadeiro alicerce da saúde e do bem-estar nesses pacientes.
Efeito Hormonal na Bariátrica: Por Que Ele É um Divisor de Águas no Tratamento da Obesidade?
Quando falamos de cirurgia bariátrica, é comum pensar apenas na perda de peso ou no tamanho reduzido do estômago.
Mas existe um ponto crucial — e muitas vezes pouco valorizado — que determina grande parte do sucesso a longo prazo: o efeito hormonal da bariátrica.
E esse efeito, segundo a Dra. Anna Carolina Hoff, é tão determinante que, uma vez perdido, nunca mais pode ser completamente recuperado.
🍽️ 1. Sleeve: Quando não há desvio do trato digestivo
Diferente de outras técnicas bariátricas, o sleeve (gastrectomia vertical) não envolve desvio intestinal.
Ou seja:
nada é “desviado”
o estômago apenas é reduzido
o trato digestivo segue seu caminho natural
Por isso, nutricionalmente, o sleeve tem uma vantagem importante:
📌 com bom acompanhamento nutricional, o paciente geralmente não precisa usar multivitamínicos para o resto da vida.
Se ele segue com a nutricionista, ajusta alimentação e mantém hábitos saudáveis, sua absorção permanece praticamente intacta.
🔥 2. O ponto-chave que muda tudo: o efeito hormonal da bariátrica
Além da redução do estômago, toda cirurgia bariátrica provoca alterações hormonais profundas, como:
queda da grelina (hormônio da fome)
aumento de hormônios de saciedade
melhora da sensibilidade à insulina
modulação do metabolismo
Essas mudanças explicam porque o paciente:
sente menos fome
fica saciado mais rápido
controla melhor compulsões
tem melhora metabólica intensa
E esse impacto hormonal é um verdadeiro divisor de águas.
⚠️ 3. Recorrência de peso: o que não volta mais
Quando ocorre reganho ou recorrência de peso, muitos fatores podem estar envolvidos:
mudanças comportamentais
ingestão emocional
alterações anatômicas
adaptação da microbiota
perda da disciplina alimentar
Mas existe algo ainda mais sério:
📍 uma vez perdido o efeito hormonal inicial da cirurgia, nenhuma revisão devolve ao paciente aquele mesmo impacto metabólico da primeira bariátrica.
Correções anatômicas podem ser feitas.
Revisional endoscópica pode ajudar.
Novos ajustes podem melhorar o controle do apetite.
Mas a intensidade hormonal única que ocorre na primeira cirurgia não pode ser 100% recriada.
🧠 4. Por isso o acompanhamento é decisivo
A mensagem final é clara:
🔹 O acompanhamento define o futuro da bariátrica.
No caso do sleeve, o paciente tem um bônus nutricional — mas isso não o protege da perda do efeito hormonal caso haja recidiva.
Por isso, seguir com:
nutricionista
psicologia
endocrinologia
equipe multidisciplinar
é essencial para manter o impacto hormonal vivo pelo máximo de tempo possível.
⭐ Conclusão
O sleeve pode ter uma evolução nutricional mais simples do que outras técnicas, mas todas as cirurgias bariátricas dependem profundamente do efeito hormonal para garantir seus melhores resultados.
Perdê-lo significa perder parte do benefício mais valioso do tratamento — e isso reforça o quanto o acompanhamento contínuo é indispensável.
SUS e Bariátrica: Existe Estrutura Para Acompanhar o Paciente Para Sempre?
Quando falamos em cirurgia bariátrica, não estamos falando de um procedimento isolado — estamos falando de uma doença crônica, progressiva e que exige acompanhamento contínuo.
Mas será que o SUS, em um país tão grande quanto o Brasil, consegue oferecer esse suporte ao longo da vida?
A resposta é: depende da região.
A Dra. Anna Carolina Hoff explica que, em um país continental, existe mais de um SUS convivendo ao mesmo tempo — alguns extremamente eficientes e outros com dificuldades estruturais.
🌎 1. O Brasil é continental — e o SUS também
Quando pensamos em “SUS”, imaginamos uma única estrutura.
Mas na prática, o sistema funciona de maneira muito diferente de acordo com a região.
Há locais onde o acompanhamento é:
regular
multidisciplinar
organizado
com acesso periódico ao pós-operatório
E há regiões onde isso simplesmente não acontece.
⚖️ 2. Existem SUS que acompanham muito bem — e outros que não
Segundo a Dra. Anna Carolina, há unidades onde o paciente recebe:
acompanhamento nutricional
psicologia
revisões médicas frequentes
controle metabólico
suporte contínuo
Mas também existem casos em que o paciente:
faz a cirurgia
recebe alta
e nunca mais tem acompanhamento
O que é extremamente grave, já que a bariátrica não é uma cura, e a obesidade não deixa de existir após o procedimento.
🔄 3. Obesidade é crônica — e o acompanhamento é para a vida toda
Este é o ponto central:
A obesidade não tem alta.
Se fizemos uma intervenção cirúrgica em um momento específico da vida do paciente, precisamos entender que ele vai precisar de acompanhamento sempre.
Isso inclui:
ajustes de comportamento alimentar
avaliação emocional
controle metabólico
checagem anatômica
suplementação vitamínica
monitoramento da perda (ou recidiva) de peso
Interromper esse acompanhamento é colocar todo o processo em risco.
🚨 4. O risco de dar “alta definitiva” após a bariátrica
Infelizmente, ainda há locais onde o paciente é literalmente “desconectado” da equipe após a cirurgia.
Isso é extremamente problemático porque:
a doença continua
as mudanças hormonais permanecem
a absorção pode se modificar
o comportamento alimentar pode regredir
o metabolismo reage ao processo
Sem acompanhamento, as chances de complicações aumentam — especialmente reganho de peso, deficiências nutricionais e perda do efeito metabólico da cirurgia.
⭐ Conclusão
O SUS tem potencial e, em muitos lugares, oferece acompanhamento exemplar.
Mas ainda existe desigualdade no acesso e na continuidade do tratamento.
E como a obesidade é crônica, o paciente precisa — sempre — estar amparado por uma equipe, seja no SUS, na saúde suplementar ou no atendimento privado.
Cirurgia bariátrica, elegibilidade e novas abordagens: como decidir o melhor caminho para cada paciente?
A Dra. Anna Carolina Hoff traz uma reflexão profunda sobre o processo de decisão em relação às abordagens metabólicas — desde métodos minimamente invasivos até procedimentos cirúrgicos — destacando a importância da personalização e da compreensão emocional do paciente portador de obesidade.
🧠 A relação entre emoção e alimentação
Pacientes portadores de obesidade, diferentemente daqueles que nunca tiveram problemas com peso, tendem a comer suas emoções.
A Dra. Anna Carolina Hoff explica que:
Todos passamos por fases difíceis: lutos, divórcios, filhos saindo de casa…
A questão é como cada pessoa adapta esses momentos à alimentação.
Em muitos pacientes com obesidade, a comida se torna consolo, alívio e refúgio emocional.
Isso contribui para recaídas como:
Retomar hábitos alimentares inadequados
Abuso de doces
Beliscar compulsivamente
Aumento do consumo de álcool
Por isso, antes de qualquer intervenção, a conversa sempre começa pelo comportamento.
🔄 Quando há recidiva: repensar a estratégia
A cirurgia pode ter sido excelente — e muitas vezes foi —, mas se houve recidiva, o processo precisa ser revisado.
A medicina metabólica moderna permite ajustar, complementar e até substituir estratégias anteriores, sempre com foco no controle da doença crônica da obesidade.
🧲✨ O futuro já começou: técnicas híbridas com ímãs
A Dra. Anna Carolina Hoff destaca estudos experimentais e promissores envolvendo:
🔧 Procedimento combinado em uma única intervenção
O endoscopista introduz um ímã no estômago
O colonoscopista introduz um ímã no intestino
Esses ímãs se atraem e se encontram dentro do abdômen
Em cerca de 15 dias, o tecido entre eles necrosa
Surge uma anastomose minimamente invasiva
É um avanço que projeta um futuro com menos cirurgia e mais tecnologia, criando novas alternativas para determinados perfis de pacientes.
🏥 Elegibilidade x vontade do paciente
Embora muitos pacientes atendam aos critérios formais para cirurgia bariátrica, nem todos desejam passar pelo procedimento.
A IFSO (Sociedade Internacional de Cirurgia Metabólica e Bariátrica) ampliou as possibilidades terapêuticas:
Opções endoscópicas agora são válidas para obesidade classe I, classe II e até classe III, quando o paciente optar por elas.
Isso permite uma abordagem mais personalizada, menos invasiva e mais gradual.
🎈 Próximo passo? Avaliar intervenções progressivas
Em muitos casos, a melhor estratégia é começar pelo menos invasivo e evoluir conforme necessário.
O caminho sugerido pela especialista pode seguir esta lógica:
1️⃣ Balão intragástrico
Coloca-se e remove-se sem alterar anatomia
Permite avaliar se o paciente é um bom respondedor
2️⃣ Balão + medicação
Combinação que potencializa resultados
3️⃣ Aguardar a evolução
Se houve resposta, mas a doença continua progredindo
Quanto mais tempo o paciente se mantiver em um platô minimamente invasivo, melhor para seu prognóstico
Essa abordagem step-by-step evita intervenções desnecessárias e respeita o ritmo de cada indivíduo.
🌟 Conclusão
As decisões sobre obesidade não são lineares: envolvem comportamento, emoção, tecnologia, elegibilidade e desejo do paciente. A medicina moderna oferece caminhos personalizados — do balão ao futuro das anastomoses magnéticas — permitindo criar planos realmente alinhados à vida de cada pessoa.
Cirurgia Bariátrica e Opções Endoscópicas: Por Que Nem Todo Paciente Elegível Escolhe Operar?
Durante a discussão, a Dra. Anna Carolina Hoff levantou um ponto essencial sobre o tratamento da obesidade: nem sempre o paciente elegível deseja realizar a cirurgia bariátrica, e isso abriu caminho para novas abordagens menos invasivas e igualmente eficazes. Leia mais
O Futuro da Bariátrica: Imãs, Endossutura e Anastomoses Menos Invasivas
Durante a conversa sobre reganho de peso e revisões pós-bariátrica, a Dra. Anna Carolina Hoff explicou uma das técnicas mais inovadoras que estão surgindo no campo da cirurgia metabólica. Mesmo quando o paciente foi muito bem no passado, mas apresentou recidiva, é preciso repensar o tratamento — e as novas tecnologias estão abrindo caminhos impressionantes.
Hoje, já existem estudos experimentais que mostram como o futuro pode ser ainda menos invasivo, mais seguro e muito mais eficiente. Vamos entender essa novidade de forma clara e didática. 👇
🔁 1. Quando há recidiva, é hora de reavaliar
Mesmo que o paciente tenha respondido muito bem à primeira intervenção, a recidiva do peso é um sinal importante.
A ideia não é culpar — mas repensar a estratégia terapêutica.
Segundo a Dra. Anna Carolina Hoff:
➡️ “Se teve uma recidiva, precisamos repensar.”
E é nesse cenário que entram as técnicas mais modernas e promissoras da bariátrica endoscópica.
🧵 2. A endossutura gástrica como primeiro passo
O procedimento começa com uma endossutura gástrica, que tem como objetivo:
reduzir o tamanho do estômago
limitar a capacidade de ingestão
reforçar a restrição mecânica
melhorar o controle da saciedade
Tudo isso sem cortes externos, apenas pela via endoscópica.
🧲 3. A técnica inovadora dos imãs: criando uma anastomose sem cirurgia tradicional
A parte mais futurista — e fascinante — é o uso de dois imãs implantados por endoscopia:
✔️ Como funciona?
Um endoscopista atua pelo estômago e coloca o primeiro imã dentro dele.
Um colonoscopista atua pelo intestino e posiciona o segundo imã dentro da alça intestinal.
Os imãs são projetados para se atraírem dentro do abdômen, alinhando estômago e intestino.
Em aproximadamente 15 dias, o tecido entre os imãs sofre necrose controlada.
Quando a parede entre eles se rompe de forma natural e segura, forma-se uma nova anastomose — uma nova passagem entre estômago e intestino.
✔️ Resultado?
Uma comunicação interna semelhante à cirurgia bariátrica tradicional,
➡️ mas sem bisturi, sem cortes e com menor trauma cirúrgico.
🔬 4. Um avanço que está em fase experimental — mas com enorme potencial
Esses estudos ainda são experimentais, mas refletem o futuro da bariátrica:
intervenções híbridas
técnicas menos invasivas
recuperação mais rápida
menor risco cirúrgico
possibilidade de tratar recidivas de forma muito mais eficiente
A tendência é clara:
➡️ cada vez menos invasão, cada vez melhores resultados.
🌟 Conclusão
O tratamento da obesidade está evoluindo rapidamente. Para pacientes que já passaram por uma cirurgia, tiveram bons resultados, mas apresentaram recidiva, as técnicas revisonais precisam ser modernas, seguras e eficazes — e esse novo método baseado em imãs promete transformar a forma como tratamos a doença no futuro.