Perguntas frequenteso guia completo da Angioskope
Endoscopia bariátrica, reganho de peso, canetas emagrecedoras, peptídeos, exames, refluxo, varizes e hemorroidas, respondidos pela Dra. Anna Carolina Hoff e pelo Dr. Euvaldo Jaqueto Júnior.
Os médicos e a clínica
Quem é a Dra. Anna Carolina Hoff?
A Dra. Anna Carolina Hoff é cirurgiã geral e endoscopista intervencionista (CRM-SP 108843, RQE 45349), fundadora da Clínica Angioskope em São José dos Campos (SP) e da Fundação Hoff. Dedica-se ao tratamento endoscópico da obesidade e do reganho de peso após bariátrica, é coautora de 12 artigos indexados no PubMed e leva educação em saúde a mais de 1,4 milhão de seguidores no Instagram e 182 mil inscritos no YouTube.
A Dra. Carol Hoff e a Dra. Carol Cientista são a Dra. Anna Carolina Hoff?
Sim. Dra. Carol Hoff e Dra. Carol Cientista são os nomes pelos quais a Dra. Anna Carolina Hoff (CRM-SP 108843) é conhecida nas redes e nas séries de divulgação científica do canal @ClinicaAngioskope, como Moléculas Interessantes e a série sobre peptídeos. É a mesma médica, fundadora da Clínica Angioskope em São José dos Campos.
Quem é o Dr. Euvaldo Jaqueto Júnior?
O Dr. Euvaldo Jaqueto Júnior é angiologista e cirurgião vascular (CRM-SP 106689, RQE 27703), com títulos de especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular e em Cirurgia Endovascular pela SBACV. É diretor e responsável técnico da Clínica Angioskope e trata varizes, vasinhos e doença hemorroidária com técnicas minimamente invasivas, como laser endovenoso e microespuma.
O que é a Clínica Angioskope?
A Clínica Angioskope é uma clínica no formato Day Clinic em São José dos Campos (SP), especializada em endoscopia bariátrica, tratamento da obesidade sem cortes, reganho de peso após bariátrica, endoscopia digestiva, colonoscopia e cirurgia vascular. Funciona na Rua Coronel João Cursino, 233, Vila Adyana, e atua há mais de 15 anos com equipe médica, nutrição e psicologia integradas.
Quais especialidades a Angioskope reúne?
A Angioskope reúne endoscopia digestiva e bariátrica (Dra. Anna Carolina Hoff), angiologia e cirurgia vascular (Dr. Euvaldo Jaqueto Júnior), cirurgia do aparelho digestivo e bariátrica (Dr. Andrey Carlo Souza da Silva), nutrição, psicologia e enfermagem. A ideia é que o paciente com obesidade, doença digestiva ou doença venosa tenha diagnóstico, procedimento e acompanhamento no mesmo lugar.
A Dra. Anna Carolina Hoff publica pesquisas científicas?
Sim. A Dra. Anna Carolina Hoff é coautora de 12 artigos indexados no PubMed entre 2018 e 2025, em revistas como Gastrointestinal Endoscopy, Endoscopy e Obesity Surgery. Os estudos tratam de gastroplastia endoscópica (incluindo uma série de 404 pacientes com obesidade grau III), balão intragástrico, revisão endoscópica de bariátrica, uso de liraglutida associado a procedimentos e tratamento endoscópico do refluxo.
Com quais instituições a Dra. Anna já pesquisou?
Os artigos da Dra. Anna Carolina Hoff foram escritos em coautoria com pesquisadores de centros internacionais de endoscopia bariátrica, entre eles Johns Hopkins, Weill Cornell Medicine e Brigham and Women's Hospital, além de grupos brasileiros de referência em endoscopia. Nos artigos, a afiliação dela aparece como Bariatric Endoscopy, Angioskope Clinic, São José dos Campos.
O que é a Fundação Hoff?
A Fundação Hoff, criada em 2008 pela Dra. Anna Carolina Hoff, amplia o acesso ao tratamento endoscópico da obesidade e à formação médica. Ela destina 10% da receita da Angioskope para reduzir o custo de tratamentos para pacientes de baixa renda, oferece treinamento em endoscopia intervencionista sem cobrança de taxa (o médico paga só os materiais) e apoia ensaios clínicos publicados.
O que é o EndoBariTalks?
O EndoBariTalks é o podcast e a série de vídeos da Clínica Angioskope sobre obesidade, endoscopia bariátrica, reganho de peso, comportamento alimentar e saúde mental. Os episódios estão no canal do YouTube @ClinicaAngioskope, que tem 182 mil inscritos e mais de 850 vídeos.
Onde assistir aos vídeos da Dra. Anna Carolina Hoff?
Os vídeos da Dra. Anna Carolina Hoff estão no YouTube @ClinicaAngioskope e no Instagram @angioskope, que tem mais de 1,4 milhão de seguidores. Os vídeos mais vistos mostram exames reais de endoscopia e colonoscopia (alguns passam de 500 mil visualizações), e as séries recentes analisam a ciência por trás das canetas emagrecedoras, dos peptídeos e da reposição hormonal.
O que significa Day Clinic?
Day Clinic é o modelo em que exames e procedimentos são feitos com estrutura e segurança de centro cirúrgico, mas sem internação: o paciente chega, faz o procedimento sob sedação, se recupera por algumas horas e volta para casa no mesmo dia. Na Angioskope esse modelo vale para endoscopias, colonoscopias, balão, procedimentos endobariátricos e tratamentos de varizes.
Como a Angioskope garante a segurança dos procedimentos?
A segurança vem de três pontos: avaliação clínica e exames antes de qualquer procedimento, sedação acompanhada por profissional dedicado com monitorização contínua, e sala de recuperação com equipe de enfermagem até a alta. Os procedimentos endobariátricos seguem os protocolos publicados pela própria equipe e pelas sociedades internacionais de endoscopia.
Por que o acompanhamento é multidisciplinar?
Porque obesidade, doença digestiva e doença venosa são condições crônicas, e o procedimento é só uma parte do tratamento. Nutricionista e psicóloga acompanham o paciente antes e depois, o que reduz o risco de reganho de peso e melhora a adesão. Na obesidade, o acompanhamento contínuo é o que mais diferencia resultado duradouro de resultado temporário.
Obesidade: como escolher o tratamento
Obesidade é doença?
Sim. A obesidade é uma doença crônica, recorrente e multifatorial, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde, que envolve genética, hormônios, ambiente e comportamento. Tratar obesidade como falta de força de vontade é um erro que leva a dietas sucessivas e reganho. O tratamento deve ser contínuo, como o de hipertensão ou diabetes.
Quais são as opções de tratamento da obesidade hoje?
Hoje existem quatro grandes caminhos, que podem ser combinados: mudança de estilo de vida com nutrição e atividade física; medicamentos, como os análogos de GLP-1; procedimentos endoscópicos sem cortes, como balão intragástrico e gastroplastia endoscópica; e cirurgia bariátrica. A escolha depende do IMC, das doenças associadas, do histórico de tratamentos e da preferência do paciente.
Qual a diferença entre endobariátrica e cirurgia bariátrica?
A endobariátrica trata a obesidade por dentro do estômago, pela boca, com endoscópio, sem cortes na barriga e geralmente sem internação. A cirurgia bariátrica é feita por laparoscopia, retira ou desvia parte do estômago e do intestino e exige internação. A cirurgia leva a uma perda de peso maior; a endoscopia tem recuperação mais rápida e menos riscos, e serve a um perfil diferente de paciente.
Quem é indicado para tratamento endoscópico da obesidade?
Em geral, pessoas com IMC a partir de 27 com doenças associadas ou a partir de 30, que não conseguiram resultado com mudanças de estilo de vida, e também quem tem indicação de bariátrica mas não quer ou não pode operar. Pacientes que recuperaram peso após bariátrica formam outro grupo importante. A indicação final é sempre individual, após consulta e exames.
Por que nem todo paciente elegível escolhe a bariátrica?
Muitos pacientes com indicação cirúrgica preferem não operar por medo de complicações, por não aceitarem uma mudança anatômica definitiva ou por não terem tempo para a recuperação. Para parte deles, a gastroplastia endoscópica é uma alternativa: um estudo multicêntrico com participação da Dra. Anna Carolina Hoff mostrou resultados consistentes do procedimento inclusive em obesidade grau III.
Quanto peso se perde com cada tratamento?
Em média, nos estudos: o balão intragástrico leva a cerca de 10% a 15% de perda do peso total em 6 meses; a gastroplastia endoscópica, cerca de 15% a 20% em um ano; os análogos de GLP-1 mais recentes, de 15% a 20% enquanto o remédio é usado; e a cirurgia bariátrica, de 25% a 35%. Os números variam muito com o acompanhamento e a adesão de cada paciente.
Dá para combinar procedimento e medicamento?
Sim, e essa combinação é uma linha de pesquisa da própria Dra. Anna Carolina Hoff. Estudos publicados em Gastrointestinal Endoscopy e Obesity Surgery mostraram que associar liraglutida à gastroplastia endoscópica aumentou a perda de peso, e que o medicamento ajuda a reduzir o reganho após a retirada do balão. A combinação é decidida caso a caso.
O que é perda de peso total (%PPT)?
Perda de peso total é a porcentagem do peso inicial que o paciente perdeu: quem pesava 100 kg e chegou a 85 kg perdeu 15% do peso total. É a medida mais usada nos estudos científicos de obesidade, porque permite comparar tratamentos de forma justa. Perdas de 5% a 10% já melhoram pressão, glicemia e gordura no fígado.
Preciso emagrecer só por estética?
Não. A Angioskope trata obesidade por saúde: controlar diabetes, pressão, gordura no fígado, apneia do sono, dores articulares e risco cardiovascular. A mudança de manequim costuma vir junto, mas a meta do tratamento é ganhar saúde e anos de vida com qualidade.
Ganhar peso para conseguir operar é uma boa ideia?
Não. Engordar de propósito para atingir o IMC exigido pela bariátrica aumenta os riscos da própria cirurgia e piora as doenças associadas. Quem está abaixo da faixa cirúrgica tem opções endoscópicas e medicamentosas indicadas justamente para o seu perfil.
Balão intragástrico
O que é o balão intragástrico?
O balão intragástrico é um dispositivo de silicone colocado no estômago por endoscopia, sem cortes, e preenchido com soro. Ele ocupa espaço e retarda o esvaziamento do estômago, o que antecipa a saciedade e reduz a quantidade de comida em cada refeição. É temporário: fica de 6 a 12 meses, conforme o modelo.
Quem pode colocar balão intragástrico?
O balão é indicado, em geral, para pessoas com IMC a partir de 27 com doenças associadas ou a partir de 30, que não tiveram sucesso só com dieta e exercício. Também é usado para perder peso antes de uma cirurgia. Não é indicado para quem tem hérnia de hiato grande, úlcera ativa, cirurgia gástrica prévia ou gestação.
Quanto peso dá para perder com o balão?
Em média, de 10% a 15% do peso total em 6 meses, o que equivale a cerca de 10 a 15 kg para quem pesa 100 kg. O resultado depende principalmente do acompanhamento nutricional, da atividade física e da mudança de hábitos durante o tratamento.
Como é colocado o balão?
O balão é colocado por endoscopia, sob sedação, em cerca de 20 a 30 minutos. O médico posiciona o balão vazio no estômago e o enche com soro. O paciente se recupera por algumas horas na Angioskope e vai para casa no mesmo dia.
Colocar o balão dói?
O procedimento não dói, porque é feito sob sedação. Nos primeiros 3 a 7 dias é comum ter náuseas, vômitos e cólicas enquanto o estômago se adapta. A equipe prescreve medicamentos preventivos e acompanha o paciente de perto nessa fase, que costuma ser a mais difícil do tratamento.
Balão de 6 ou de 12 meses?
O balão de 6 meses é o mais estudado e serve bem a quem precisa de uma perda moderada. O de 12 meses, como o Spatz3, permite tempo maior de reeducação e ajuste de volume, o que é útil para quem tem mais peso a perder ou precisa de mais tempo para consolidar hábitos. A escolha é feita na consulta.
O que é o balão ajustável?
O balão ajustável permite aumentar ou diminuir o volume por nova endoscopia durante o tratamento. Ele é aumentado quando a saciedade diminui e a perda de peso desacelera, ou reduzido quando há intolerância. Fica até 12 meses no estômago.
Existe balão que se engole?
Sim. Há modelos de balão deglutível que são engolidos em cápsula e enchidos por um cateter fino, sem endoscopia na colocação. A disponibilidade de cada modelo varia no Brasil, e a indicação depende do perfil do paciente.
E se o balão estourar?
O balão é preenchido com soro e azul de metileno: se esvaziar, a urina fica esverdeada, e o paciente deve procurar a equipe para retirá-lo. É uma situação rara, e o acompanhamento serve justamente para identificar qualquer alteração cedo. A Dra. Anna Carolina Hoff publicou séries de casos sobre como tratar complicações raras do balão por endoscopia.
O estômago alarga depois do balão?
Não. O estômago volta ao tamanho habitual após a retirada. O que pode trazer o peso de volta é o retorno aos hábitos antigos, e por isso o tratamento inclui nutrição e psicologia, e em alguns casos medicamento após a retirada.
Como é a dieta depois de colocar o balão?
A dieta é progressiva: líquidos nos primeiros dias, depois pastosos e, por volta da terceira semana, sólidos em porções pequenas. O nutricionista da Angioskope orienta cada fase para evitar desconfortos e deficiências e para ensinar o padrão alimentar que vai ficar depois do balão.
Como evitar recuperar o peso após retirar o balão?
Manter o acompanhamento com nutrição e psicologia, praticar atividade física e, quando indicado, usar medicamento depois da retirada. Um estudo publicado em Obesity Surgery com participação da Dra. Anna Carolina Hoff mostrou que a liraglutida ajudou a prevenir o reganho após a retirada do balão ajustável.
Balão ou canetas emagrecedoras?
São ferramentas diferentes e podem até ser combinadas. As canetas agem nos hormônios da fome e funcionam enquanto são usadas; o balão é um tratamento com começo, meio e fim, sem uso contínuo de medicação. Fatores como custo mensal, tolerância ao remédio e meta de peso entram na decisão.
O plano de saúde cobre o balão?
Não. O balão intragástrico não tem cobertura dos planos de saúde no Brasil. A Angioskope informa o investimento total na consulta, incluindo procedimento, retirada e acompanhamento.
Gastroplastia endoscópica (ESG)
O que é a gastroplastia endoscópica?
A gastroplastia endoscópica, ou endoscopic sleeve gastroplasty (ESG), é a redução do estômago feita com pontos por dentro, usando um sistema de sutura acoplado ao endoscópio. O estômago fica em formato de tubo, menor e mais lento para esvaziar, sem cortes na barriga e sem retirar nenhuma parte do órgão.
Gastroplastia endoscópica é o mesmo que endossutura?
Sim. Endossutura gástrica é outro nome para a técnica: suturar o estômago por endoscopia. Quando é feita para reduzir um estômago que nunca foi operado, chama-se gastroplastia endoscópica; quando é feita para reduzir de novo um estômago já operado por sleeve, chama-se Re-Sleeve.
Quanto peso se perde com a gastroplastia endoscópica?
Os estudos mostram em média de 15% a 20% de perda do peso total em 12 meses, com boa parte do resultado mantida após anos de acompanhamento. Em um estudo com 404 pacientes consecutivos com obesidade grau III, do qual a Dra. Anna Carolina Hoff é coautora, o procedimento mostrou eficácia, segurança e durabilidade.
Quem é indicado para gastroplastia endoscópica?
Em geral, pacientes com IMC de 30 a 40, ou a partir de 27 com doenças associadas, que não tiveram sucesso com tratamento clínico, e pacientes com indicação de bariátrica que preferem não operar. Um estudo internacional publicado em Gastrointestinal Endoscopy, com participação da Dra. Anna, avaliou a técnica também em pacientes com sobrepeso como ferramenta precoce.
Precisa de internação?
Na maioria dos casos, não. A gastroplastia endoscópica é feita sob anestesia, dura cerca de uma hora, e o paciente fica em observação por algumas horas ou até o dia seguinte, conforme o caso.
Como é a recuperação?
A maioria dos pacientes volta às atividades leves em 3 a 5 dias. Nos primeiros dias pode haver dor abdominal leve e náuseas, controladas com medicação. A dieta começa líquida e evolui para pastosa e sólida ao longo de cerca de 4 semanas.
A gastroplastia endoscópica deixa cicatriz?
Não. Todo o procedimento é feito pela boca, com o endoscópio, então não há cortes nem cicatrizes na pele.
Os pontos podem soltar?
Com o tempo, parte dos pontos pode se soltar, e o estômago pode dilatar um pouco, o que é esperado. Quando isso compromete o resultado, a sutura pode ser refeita por endoscopia. O acompanhamento periódico permite avaliar isso.
Gastroplastia endoscópica é melhor que a bariátrica?
Não é melhor nem pior: é diferente. A bariátrica leva a perdas maiores e é a escolha para obesidades mais graves com doenças associadas importantes. A gastroplastia endoscópica tem recuperação muito mais rápida e menos complicações, e serve a quem tem obesidade moderada ou não quer cirurgia. A Dra. Anna Carolina Hoff publicou um artigo alertando para cuidados ao comparar os dois a partir de bancos de dados cirúrgicos.
Depois da gastroplastia endoscópica posso fazer bariátrica?
Sim. Como o estômago não é cortado, a gastroplastia endoscópica não impede uma cirurgia bariátrica no futuro, se for necessária.
Gastroplastia endoscópica com canetas funciona melhor?
Os dados sugerem que sim. Um estudo publicado em Gastrointestinal Endoscopy, com a Dra. Anna Carolina Hoff como segunda autora, comparou gastroplastia endoscópica com e sem liraglutida e encontrou maior perda de peso no grupo que associou o medicamento.
O plano de saúde cobre a gastroplastia endoscópica?
Não. A gastroplastia endoscópica não tem cobertura dos planos de saúde no Brasil. O investimento é informado na consulta, após a avaliação.
Reganho de peso após bariátrica
É comum recuperar peso depois da bariátrica?
Sim. Parte importante dos pacientes recupera algum peso nos anos seguintes à bariátrica, principalmente a partir do segundo ano. Isso não é falha pessoal: envolve adaptação hormonal, dilatação do estômago ou da anastomose, comportamento alimentar e falta de acompanhamento. O reganho tem tratamento, e quanto mais cedo é abordado, melhor.
Por que o peso volta depois da bariátrica?
O peso volta por uma soma de fatores: o estômago ou a ligação entre estômago e intestino (anastomose) podem dilatar, o organismo se adapta hormonalmente, e hábitos como beliscar e consumir líquidos calóricos voltam. Saúde emocional, sono e álcool também influenciam. Por isso o tratamento combina endoscopia, nutrição, psicologia e, quando indicado, medicamento.
O que fazer se recuperei peso após a bariátrica?
O primeiro passo é uma avaliação com endoscopia para ver como estão o estômago e a anastomose. Com esse exame, a equipe define se o caso pede um procedimento endoscópico (como Re-Sleeve ou plasma de argônio), medicamento, ajuste do acompanhamento ou uma combinação. Uma nova cirurgia raramente é o primeiro passo.
O que é o Re-Sleeve?
O Re-Sleeve é a sutura endoscópica do estômago em quem fez a cirurgia sleeve e voltou a ganhar peso porque o estômago dilatou. Com pontos por dentro, sem cortes, o estômago volta a ter formato de tubo estreito, o que devolve a saciedade. A Dra. Anna Carolina Hoff é coautora de estudo publicado na revista Endoscopy sobre essa técnica.
Quem pode fazer o Re-Sleeve?
Pacientes que fizeram sleeve, recuperaram peso e têm dilatação do estômago confirmada por endoscopia. A indicação considera o tempo desde a cirurgia, o quanto de peso voltou, a anatomia e o acompanhamento possível após o procedimento.
O que é o plasma de argônio para reganho de peso?
O plasma de argônio é um tratamento endoscópico para quem fez bypass gástrico e recuperou peso porque a anastomose (a passagem entre estômago e intestino) dilatou. A energia do plasma cria uma cicatrização controlada que estreita essa passagem, o alimento sai mais devagar do estômago e a saciedade volta. É feito sob sedação, sem cortes e sem internação.
Quantas sessões de plasma de argônio são necessárias?
Em geral, de 1 a 3 sessões, com intervalo de algumas semanas entre elas, conforme o diâmetro inicial da anastomose e a resposta de cada paciente. O número exato é definido após a primeira endoscopia.
Plasma de argônio dói?
O procedimento é feito sob sedação, então o paciente não sente dor. Nos dias seguintes, a dieta fica líquida e pastosa para proteger a área tratada, e pode haver desconforto leve, controlado com medicação.
Qual a diferença entre plasma de argônio e sutura da anastomose?
Os dois reduzem a anastomose dilatada após bypass. O plasma de argônio estreita por cicatrização e pode exigir mais de uma sessão; a sutura endoscópica (TORe) estreita com pontos em uma sessão. A escolha depende do diâmetro, do tecido e da experiência da equipe, e às vezes as técnicas são combinadas.
Existe tratamento endoscópico para reganho após bypass de uma anastomose?
Sim. A revisão endoscópica do bypass de uma anastomose (OAGB) foi descrita em uma série de 17 pacientes publicada em Therapeutic Advances in Gastrointestinal Endoscopy, com a Dra. Anna Carolina Hoff como coautora. A técnica reduz a passagem dilatada sem nova cirurgia.
O tratamento do reganho resolve sozinho?
Não. O procedimento devolve a ferramenta da saciedade, mas o resultado depende do acompanhamento: nutrição, psicologia, atividade física e consultas periódicas. Na Angioskope o procedimento é sempre parte de um plano, nunca uma solução isolada.
Canetas emagrecedoras funcionam após a bariátrica?
Sim, os análogos de GLP-1 também podem ajudar no reganho após bariátrica. Um estudo randomizado e duplo-cego publicado em Obesity Surgery em 2025, com participação da Dra. Anna Carolina Hoff, avaliou a liraglutida nesse grupo de pacientes. O uso deve ser acompanhado por médico.
Comer por emoção atrapalha o resultado da bariátrica?
Sim, muito. Ansiedade, estresse e uso da comida como alívio estão entre as principais causas de reganho. Por isso a psicologia faz parte do tratamento na Angioskope, antes e depois dos procedimentos.
Álcool depois da bariátrica é perigoso?
Sim. Depois da bariátrica, o álcool é absorvido mais rápido, o que aumenta o efeito, o risco de dependência e as calorias vazias que favorecem o reganho. O consumo deve ser conversado abertamente com a equipe.
Canetas emagrecedoras e medicamentos
O que são as canetas emagrecedoras?
Canetas emagrecedoras são medicamentos injetáveis que imitam hormônios intestinais ligados à saciedade, como o GLP-1 e o GIP. Eles reduzem a fome, aumentam a saciedade e melhoram a glicemia. Os mais usados no Brasil são a semaglutida e a tirzepatida, sempre com prescrição e acompanhamento médico.
Quanto peso se perde com semaglutida e tirzepatida?
Nos grandes estudos, a semaglutida 2,4 mg levou a cerca de 15% de perda do peso total em 68 semanas, e a tirzepatida em dose máxima a cerca de 20% em 72 semanas. Na prática, os resultados variam conforme dose, tolerância, alimentação e atividade física.
Se eu parar a caneta, o peso volta?
Na maioria dos casos, sim, ao menos em parte. Os estudos mostram recuperação de boa parte do peso perdido no ano seguinte à suspensão. Por isso a obesidade é tratada como doença crônica: a estratégia de manutenção (dose menor, outro tratamento, procedimento ou acompanhamento intensivo) é planejada desde o começo.
Parei de emagrecer com a caneta. Devo aumentar a dose?
Não necessariamente. O platô é esperado depois de alguns meses, e aumentar a dose nem sempre é a resposta. Antes, vale revisar alimentação, ingestão de proteína, treino de força, sono e uso de álcool. A decisão sobre dose é sempre médica.
As canetas fazem perder massa muscular?
Parte do peso perdido com qualquer emagrecimento é massa magra, e com as canetas isso também acontece. Para proteger o músculo, o tratamento deve incluir proteína suficiente e treino de força, e a composição corporal deve ser acompanhada.
Quais os efeitos colaterais das canetas?
Os mais comuns são náuseas, vômitos, intestino preso ou diarreia, principalmente no início e a cada aumento de dose. Mais raramente podem ocorrer pancreatite e problemas de vesícula. A escalada lenta da dose e o acompanhamento médico reduzem esses efeitos.
Posso comprar caneta sem receita ou manipulada?
Não é recomendado. Canetas falsificadas e versões manipuladas sem controle de qualidade já foram alvo de alertas da Anvisa. Use apenas medicamentos registrados, comprados em farmácia, com prescrição e acompanhamento médico.
O que é retatrutida?
A retatrutida é uma molécula em fase final de pesquisa que age em três receptores hormonais (GLP-1, GIP e glucagon). Os estudos de fase 3 do programa TRIUMPH mostraram perdas de peso de até cerca de 28%. A Dra. Anna Carolina Hoff analisou esses dados no canal da Angioskope. Até a revisão deste conteúdo, ela não estava disponível para uso comercial no Brasil.
Existe caneta em comprimido?
Sim. A semaglutida oral já existe, e novas moléculas orais, como o orforglipron, estão em estudo ou em análise por agências regulatórias. Elas podem facilitar o tratamento e a fase de manutenção. A disponibilidade no Brasil deve ser confirmada com o médico no momento da consulta.
Sibutramina ainda é usada?
A sibutramina ainda tem registro no Brasil, mas com restrições, porque aumenta frequência cardíaca e pressão e não é indicada para quem tem doença cardiovascular. O vídeo da Dra. Anna Carolina Hoff sobre os riscos da sibutramina passa de 130 mil visualizações. Hoje há opções mais eficazes e seguras para a maioria dos pacientes.
Canetas emagrecedoras na menopausa funcionam?
Sim. Na menopausa, a queda de estrogênio favorece o acúmulo de gordura abdominal e dificulta o emagrecimento, e as incretinas (como semaglutida e tirzepatida) podem ajudar. O tratamento considera sono, massa muscular e, quando indicado, terapia hormonal avaliada com o ginecologista.
Caneta ou procedimento endoscópico: qual escolher?
Depende do perfil. Canetas funcionam enquanto são usadas e têm custo mensal; procedimentos endoscópicos agem de forma mecânica e não exigem medicação contínua; e as duas abordagens podem ser combinadas. A Dra. Anna Carolina Hoff pesquisa justamente essa combinação.
O que é o protocolo de injetáveis da Angioskope?
É o acompanhamento médico do tratamento da obesidade com medicamentos injetáveis aprovados, integrado à nutrição, à psicologia e, quando indicado, aos procedimentos endoscópicos. Inclui avaliação clínica e laboratorial, escolha e ajuste de dose, controle de efeitos colaterais, proteção da massa muscular e plano de manutenção.
Posso usar caneta se tenho histórico de câncer de tireoide?
Pessoas com histórico pessoal ou familiar de carcinoma medular de tireoide ou síndrome NEM 2 não devem usar análogos de GLP-1. Por isso a avaliação médica antes de iniciar é obrigatória.
Peptídeos, hormônios e fórmulas da moda
O que são peptídeos?
Peptídeos são pequenas cadeias de aminoácidos. Alguns são medicamentos consagrados, como a insulina e os análogos de GLP-1; muitos outros, vendidos nas redes como milagres para emagrecer, ganhar músculo ou rejuvenescer, têm pouca ou nenhuma evidência em humanos. A série de peptídeos do canal da Angioskope analisa cada um com base nos estudos.
Peptídeos da moda são seguros?
A maioria não tem segurança comprovada. Moléculas como BPC-157, TB-500, AOD-9604 e similares têm principalmente estudos em animais, não são aprovadas pela Anvisa para esses usos e costumam circular sem controle de qualidade. Usar sem evidência e sem procedência é um risco real.
BPC-157 funciona?
Os resultados do BPC-157 vêm quase todos de estudos em animais. Faltam ensaios clínicos em humanos que comprovem eficácia e segurança para cicatrização ou dores, e a substância não é aprovada no Brasil. A Dra. Anna Carolina Hoff comparou o BPC-157 com o PRP em vídeo no canal da Angioskope.
Peptídeo é anabolizante?
Não exatamente, mas alguns peptídeos estimulam hormônio do crescimento ou testosterona e por isso são proibidos pela Agência Mundial Antidoping (WADA). O fato de não serem esteroides não os torna seguros.
Oxandrolona é segura?
A oxandrolona é um esteroide anabolizante. Usada para estética, pode causar alterações de colesterol, danos ao fígado, alterações hormonais e efeitos masculinizantes em mulheres. No Brasil, o Conselho Federal de Medicina proíbe a prescrição de anabolizantes com finalidade estética ou de desempenho. O vídeo da Dra. Anna Carolina Hoff sobre o tema passa de 120 mil visualizações.
O que é o chip da beleza?
O chamado chip da beleza é um implante hormonal, geralmente com gestrinona ou testosterona, usado para fins estéticos. Ele pode causar acne, queda de cabelo, alterações de voz e de colesterol, e seu uso estético é alvo de restrições do Conselho Federal de Medicina e de alertas de sociedades médicas.
A reposição hormonal causa câncer?
O medo nasceu de um estudo de 2002 que foi mal interpretado por anos. Hoje se sabe que, para a maioria das mulheres saudáveis que começam a reposição perto da menopausa, os benefícios superam os riscos, mas a decisão é individual e envolve histórico pessoal e familiar. A Dra. Anna dedicou uma série do canal a esse tema.
Suplemento queima gordura?
Nenhum suplemento vendido livremente tem efeito relevante e comprovado sobre a perda de gordura. A perda de peso vem do conjunto de alimentação, atividade física, sono e, quando indicado, tratamento médico.
Como saber se uma promessa de emagrecimento é confiável?
Desconfie de promessas sem estudos em humanos, de antes e depois sem contexto, de produtos sem registro na Anvisa e de quem vende o tratamento que recomenda. Pergunte qual é o estudo, com quantas pessoas, por quanto tempo e publicado onde.
Por que a Dra. Anna fala de peptídeos no canal?
Porque milhões de pessoas recebem informações sobre essas substâncias pelas redes, muitas vezes de quem vende o produto. A proposta do canal é mostrar o que os estudos realmente dizem, com linguagem clara, para que o paciente decida com informação e não com promessa.
Endoscopia, colonoscopia e exames
Quais exames a Angioskope realiza?
A Angioskope realiza endoscopia digestiva alta, colonoscopia, retossigmoidoscopia, laringoscopia e exames vasculares como o ecodoppler venoso, além de testes como o de urease para H. pylori. Os exames endoscópicos são feitos sob sedação na estrutura Day Clinic.
Para que serve a endoscopia digestiva alta?
A endoscopia digestiva alta examina esôfago, estômago e duodeno com uma câmera flexível. Ela diagnostica gastrite, úlcera, refluxo, esofagite, H. pylori, pólipos e câncer em fase inicial, e permite fazer biópsias no mesmo exame.
Endoscopia dói?
Não. O exame é feito sob sedação, o paciente dorme durante os poucos minutos do procedimento e, em geral, não lembra de nada. Depois pode haver leve desconforto na garganta ou sensação de gases, que passa rápido.
Qual o preparo para endoscopia?
O preparo básico é jejum de 8 horas para alimentos e de 2 a 4 horas para água, conforme a orientação recebida, e vir com acompanhante maior de idade, porque não é permitido dirigir após a sedação. Quem usa canetas emagrecedoras deve avisar a equipe, porque elas atrasam o esvaziamento do estômago e podem exigir jejum maior.
Para que serve a colonoscopia?
A colonoscopia examina todo o intestino grosso. É o principal exame para prevenção do câncer colorretal, porque encontra e retira pólipos antes que virem câncer, e também investiga sangramento, alteração do hábito intestinal, anemia e doenças inflamatórias.
Com que idade fazer a primeira colonoscopia?
Para quem não tem sintomas nem histórico familiar, a recomendação atual é começar o rastreamento aos 45 anos. Quem tem parente de primeiro grau com câncer colorretal ou pólipos avançados deve começar mais cedo, em geral 10 anos antes da idade do diagnóstico do familiar.
Como é o preparo da colonoscopia?
O preparo inclui dieta sem fibras nos dias anteriores e um laxante específico na véspera e no dia, para limpar totalmente o intestino. Um preparo bem feito é o que permite enxergar pólipos pequenos. A Angioskope envia as instruções por escrito e tira dúvidas antes do exame.
Posso fazer endoscopia e colonoscopia no mesmo dia?
Sim. Os dois exames podem ser feitos na mesma sedação, um em seguida do outro, com o preparo da colonoscopia e jejum. Isso reduz o tempo total e evita duas sedações.
Quanto tempo fico na clínica depois do exame?
Em geral, de 1 a 2 horas, até o efeito da sedação passar. O paciente sai acompanhado e não deve dirigir, operar máquinas ou tomar decisões importantes no restante do dia.
Como recebo o resultado?
O laudo com imagens é entregue após o exame. Quando há biópsia, o resultado do laboratório sai em alguns dias, e o médico explica os achados e os próximos passos em consulta de retorno.
Endoscopia detecta câncer?
Sim. A endoscopia é o principal exame para diagnosticar câncer de esôfago e de estômago, inclusive em fases iniciais, quando o tratamento tem as maiores chances de cura. Lesões suspeitas são biopsiadas no próprio exame.
O que é retossigmoidoscopia?
A retossigmoidoscopia examina o reto e a parte final do intestino grosso (sigmoide). É indicada para investigar sangramento retal, hemorroidas e alterações dessa região, com preparo mais simples que o da colonoscopia.
O que é laringoscopia?
A laringoscopia avalia garganta, laringe e cordas vocais com uma câmera fina. É indicada para rouquidão persistente, pigarro, sensação de bolo na garganta e suspeita de refluxo que atinge a laringe.
Por que fazer exames com médico experiente faz diferença?
Porque a qualidade do exame depende de quem faz: o endoscopista experiente identifica alterações sutis da mucosa e, na colonoscopia, tem maior taxa de detecção de pólipos, indicador diretamente ligado à prevenção do câncer.
Colonoscopia dói?
Não. A colonoscopia é feita sob sedação e o paciente dorme durante o exame. Depois pode haver sensação de gases e leve distensão abdominal, que passa em poucas horas. No vídeo do canal da Angioskope com mais de 590 mil visualizações, a própria Dra. Anna Carolina Hoff mostra a experiência como paciente.
O que acontece se encontrarem um pólipo na colonoscopia?
Na maioria dos casos, o pólipo é retirado no mesmo exame (polipectomia), sem dor, e enviado para análise. O resultado define o intervalo até a próxima colonoscopia. Retirar pólipos é justamente o que previne o câncer colorretal.
Como é feito o teste de urease?
Durante a endoscopia, o médico retira um fragmento minúsculo da mucosa do estômago com uma pinça, sem dor, e o coloca em um reagente. Se houver H. pylori, a urease produzida pela bactéria muda a cor do teste. O resultado sai em pouco tempo.
Preciso parar algum remédio antes do teste de urease?
Em geral, sim. Omeprazol e similares costumam ser suspensos cerca de 2 semanas antes, e antibióticos e bismuto cerca de 4 semanas antes, porque podem causar resultado falso-negativo. Siga sempre a orientação da equipe e não suspenda remédios por conta própria.
Qual a diferença entre retossigmoidoscopia e colonoscopia?
A retossigmoidoscopia avalia só o reto e o sigmoide, a parte final do intestino, com preparo simples. A colonoscopia avalia todo o intestino grosso e é o exame indicado para o rastreamento do câncer colorretal. O médico indica um ou outro conforme os sintomas, a idade e o histórico.
Como é o preparo da retossigmoidoscopia?
Geralmente com lavagem intestinal algumas horas antes, sem o laxante oral usado na colonoscopia. A equipe da Angioskope envia as instruções por escrito antes do exame.
Laringoscopia dói?
Não. É um exame de poucos minutos, feito com anestésico local em spray. Pode haver leve incômodo ou ânsia passageira, mas o paciente volta às atividades logo em seguida.
Rouquidão persistente é motivo para laringoscopia?
Sim. Rouquidão que dura mais de 3 a 4 semanas, principalmente em fumantes, deve ser avaliada com laringoscopia para investigar refluxo, nódulos, pólipos nas cordas vocais e outras lesões.
Refluxo, gastrite e H. pylori
Quais são os sintomas de refluxo?
Os sintomas mais comuns são azia (queimação atrás do osso do peito) e regurgitação de líquido ácido. Tosse crônica, rouquidão, pigarro e dor no peito também podem ser refluxo. Sintomas persistentes ou acompanhados de dificuldade para engolir, perda de peso ou anemia pedem endoscopia.
Refluxo tem tratamento endoscópico?
Sim, para casos selecionados. Técnicas como a fundoplicatura transoral (TIF) reforçam a válvula entre esôfago e estômago por dentro, sem cortes. A Dra. Anna Carolina Hoff publicou em 2024 um artigo sobre fundoplicatura gástrica por técnica endoscópica no World Journal of Gastrointestinal Endoscopy.
O que é H. pylori?
O Helicobacter pylori é uma bactéria que vive no estômago e pode causar gastrite, úlcera e, a longo prazo, aumentar o risco de câncer gástrico. É diagnosticada por biópsia ou teste de urease na endoscopia, ou por teste respiratório, e tratada com combinação de antibióticos.
Gastrite tem cura?
Depende da causa. A gastrite por H. pylori costuma melhorar após erradicar a bactéria; a causada por anti-inflamatórios ou álcool melhora ao suspender o agente. A endoscopia identifica o tipo e orienta o tratamento.
O que é esofagite?
Esofagite é a inflamação do esôfago, causada principalmente pelo refluxo ácido. É vista na endoscopia e classificada em graus, o que orienta o tratamento com medicamento, mudança de hábitos e, em casos selecionados, procedimento.
Obesidade piora o refluxo?
Sim. O excesso de gordura abdominal aumenta a pressão sobre o estômago e favorece o refluxo, e perder peso costuma melhorar os sintomas. Algumas técnicas de tratamento da obesidade podem piorar o refluxo, o que é avaliado antes da indicação.
Uso omeprazol há anos. Tem problema?
O uso prolongado de inibidores de bomba de prótons deve ser reavaliado periodicamente pelo médico, para confirmar a necessidade, ajustar a menor dose eficaz e investigar a causa dos sintomas com endoscopia quando indicado.
Gordura no fígado tem relação com obesidade?
Sim. A esteatose hepática está fortemente ligada à obesidade e ao diabetes e pode evoluir para inflamação, cirrose e até câncer de fígado. Perder de 7% a 10% do peso já reduz a gordura e a inflamação do fígado.
Varizes e vasinhos
Peso e cansaço nas pernas no fim do dia são sinal de varizes?
Podem ser. Peso, cansaço, queimação, inchaço e câimbras no fim do dia são sintomas típicos da insuficiência venosa crônica, mesmo quando as varizes ainda não aparecem na pele. A avaliação com angiologista e ecodoppler esclarece a causa.
O que causa varizes?
As varizes surgem quando as válvulas das veias das pernas deixam de funcionar e o sangue reflui e se acumula. Os principais fatores de risco são histórico familiar, sexo feminino, gestação, idade, obesidade e passar muito tempo em pé ou sentado.
O que é insuficiência venosa crônica?
É a condição em que as veias das pernas não conseguem levar o sangue de volta ao coração de forma eficiente. Ela causa varizes, inchaço, manchas escuras na pele e, nos casos avançados, feridas (úlceras) perto do tornozelo.
Como é feito o diagnóstico de varizes?
O diagnóstico combina consulta com o angiologista e ecodoppler venoso (duplex scan), um ultrassom que mostra quais veias têm refluxo, o calibre e se há sinais de trombose. Na Angioskope, o fleboscópio e a realidade aumentada ajudam a localizar veias nutridoras de vasinhos.
Como é feito o ecodoppler venoso?
O paciente fica deitado e em pé enquanto o médico desliza o transdutor de ultrassom com gel pelas pernas e faz manobras simples para avaliar o refluxo nas veias. O exame dura de 20 a 40 minutos, não dói e não usa radiação.
Precisa de preparo para o ecodoppler venoso?
Não. Não precisa de jejum. Basta vir com roupa que facilite expor as pernas e evitar cremes no dia do exame.
O ecodoppler detecta trombose?
Sim. O ecodoppler venoso é o principal exame para diagnosticar a trombose venosa profunda: mostra se há coágulo dentro da veia e se o fluxo está bloqueado. Dor, inchaço e vermelhidão súbita em uma perna exigem avaliação urgente.
Ainda é preciso cirurgia tradicional para varizes?
Na maioria dos casos, não. Técnicas como o laser endovenoso, a microespuma guiada por ultrassom e a cirurgia de varizes com anestesia local substituíram a retirada tradicional da safena para boa parte dos pacientes, com menos dor e retorno mais rápido. O vídeo do canal comparando cirurgia tradicional e laser tem mais de 160 mil visualizações.
O que é o laser endovenoso?
O laser endovenoso trata a veia safena doente por dentro: uma fibra de laser é introduzida por punção, guiada por ultrassom, e o calor fecha a veia, eliminando o refluxo. É feito com anestesia local, sem cortes, e o paciente caminha logo após o procedimento.
O que é a escleroterapia com microespuma?
É a injeção de um medicamento esclerosante em forma de espuma dentro da variz, guiada por ultrassom. A espuma desloca o sangue e provoca o fechamento da veia doente. É indicada para varizes de médio e grande calibre e não exige internação.
Dá para operar varizes sem internação?
Sim. Na Angioskope, a cirurgia de varizes é feita no consultório com anestesia local e sedação leve, combinando técnicas, e o paciente volta para casa no mesmo dia.
Como tratar vasinhos e microvarizes?
Os vasinhos são tratados com escleroterapia (injeção de esclerosante), crioescleroterapia (escleroterapia com a pele resfriada, mais confortável), laser transdérmico ou a combinação deles, chamada ClaCS. Normalmente são necessárias algumas sessões.
O que é ClaCS?
ClaCS é a técnica que combina laser transdérmico com escleroterapia, sob resfriamento da pele. A associação potencializa o fechamento de vasinhos e microvarizes com mais conforto para o paciente.
Tem tratamento para vasinhos no rosto?
Sim. Os vasinhos do rosto, comuns perto do nariz e das bochechas, são tratados com laser em sessões rápidas no consultório.
Qual o repouso depois do tratamento de varizes?
O repouso é mínimo: o paciente caminha no mesmo dia e, em geral, volta às atividades leves em poucos dias, usando meia elástica conforme a orientação. Atividades físicas intensas e exposição ao sol são liberadas pelo médico no retorno.
As varizes podem voltar depois do tratamento?
Podem surgir novas varizes com o tempo, porque a tendência genética continua. A veia tratada não volta, mas outras podem adoecer. Acompanhamento periódico, atividade física, controle do peso e meia elástica quando indicada reduzem esse risco.
Como prevenir o agravamento das varizes?
Caminhar e fortalecer a panturrilha, que funciona como bomba para as veias, evitar longos períodos parado na mesma posição, controlar o peso, elevar as pernas ao descansar e usar meia de compressão quando o angiologista indicar.
Hemorroidas
Quais são os sintomas de hemorroidas?
Os sintomas mais comuns são sangramento vermelho vivo ao evacuar, coceira, ardor, sensação de volume e dor na região anal. Todo sangramento retal deve ser avaliado por médico, porque outras doenças, inclusive câncer, podem causar sintomas parecidos.
Hemorroida tem tratamento sem cirurgia?
Sim. Na Angioskope, a doença hemorroidária é tratada com injeção de microespuma esclerosante, um procedimento minimamente invasivo feito no consultório, que reduz o sangramento e o volume das hemorroidas sem a cirurgia tradicional, em casos selecionados.
Como funciona a microespuma para hemorroidas?
O médico injeta a microespuma dentro do tecido hemorroidário, o que provoca a retração dos vasos dilatados. O procedimento é rápido, tem pouca dor e permite voltar às atividades em pouco tempo.
Quem pode fazer o tratamento com microespuma?
É indicado principalmente para hemorroidas internas que sangram, em graus iniciais e intermediários, e para pacientes que não querem ou não podem passar por cirurgia. A indicação é feita após consulta e exame da região.
O que piora as hemorroidas?
Intestino preso, esforço para evacuar, ficar muito tempo sentado no vaso, dieta pobre em fibras e pouca água, gestação e obesidade. Corrigir esses hábitos ajuda a prevenir e evita recaídas.
Quem trata hemorroidas na Angioskope?
O tratamento com microespuma para doença hemorroidária é feito pelo Dr. Euvaldo Jaqueto Júnior, angiologista e cirurgião vascular. Quando há necessidade de investigar o intestino, a colonoscopia ou retossigmoidoscopia é feita na própria clínica.
Agendamento, valores e convênios
Como agendar uma consulta na Angioskope?
O agendamento é feito pelo WhatsApp da clínica ou pelos telefones (12) 3941-5107 e (12) 3941-5452, de segunda a sexta, das 8h às 17h. A equipe orienta qual médico procurar e quais exames trazer.
Onde fica a Clínica Angioskope?
A Angioskope fica na Rua Coronel João Cursino, 233, Vila Adyana, em São José dos Campos (SP), CEP 12243-680, na região central da cidade e a cerca de uma hora de São Paulo pela Via Dutra.
A Angioskope atende pacientes de outras cidades?
Sim. A clínica recebe pacientes de todo o Vale do Paraíba, Litoral Norte, Grande São Paulo e de outros estados. Para quem vem de longe, a equipe organiza consulta, exames e procedimento no menor número de viagens possível.
Quais convênios a Angioskope atende?
A Angioskope atende convênios, incluindo Unimed, para consultas, exames e parte dos procedimentos. Como as regras mudam por plano e procedimento, a equipe confirma a cobertura antes de agendar.
Os procedimentos endobariátricos têm cobertura do plano?
Não. Balão intragástrico, gastroplastia endoscópica, Re-Sleeve e plasma de argônio para reganho de peso não têm cobertura dos planos de saúde no Brasil. O valor é informado após a consulta de avaliação.
Quanto custa o tratamento?
O valor depende do procedimento, do modelo de dispositivo e do plano de acompanhamento. Ele é apresentado por escrito na consulta, depois da avaliação, porque cada plano de tratamento é individual.
Preciso de encaminhamento médico?
Não para consultas particulares. Para exames pelo convênio, alguns planos exigem pedido médico e autorização prévia, e a equipe orienta sobre os documentos necessários.
Faço consulta online?
A Angioskope pode fazer o primeiro contato e orientações a distância, mas procedimentos exigem avaliação presencial e exames. Consulte a equipe sobre a disponibilidade de teleconsulta para o seu caso.
Qual o horário de atendimento?
De segunda a sexta, das 8h às 17h. O atendimento de angiologia vai até as 18h.
Como falar com a Dra. Anna Carolina Hoff?
A forma mais rápida é pelo WhatsApp da Angioskope, que encaminha o paciente para consulta com a Dra. Anna. Dúvidas gerais sobre obesidade e endoscopia também são respondidas nos vídeos do YouTube @ClinicaAngioskope e no Instagram @angioskope.
As respostas têm caráter educativo e não substituem a consulta médica. Indicações e resultados dependem de avaliação individual. Revisado em outubro de 2026.
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